Commodities Agrícolas

02/10/2006

Commodities Agrícolas

 

Correção técnica
 

Os preços futuros da soja recuaram na sexta-feira na bolsa de Chicago, devido a um movimento de vendas por fundos e outros especuladores, revertendo os ganhos obtidos no pregão anterior. Conforme analistas ouvidos pela Reuters, o mercado foi influenciado pelas perspectivas de colheita recorde nos EUA, embora os dados do governo americano indiquem estoques abaixo do esperado pelo mercado. O contrato para janeiro caiu 4,50 centavos de dólar, para US$ 5,6225 por bushel. O contrato de soja da América do Sul para novembro recuou 8 centavos, fechando cotado a US$ 6,15. Há previsões de clima favorável à colheita da safra nos EUA nos próximos dias, com poucas chuvas no fim de semana. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos recuou 0,24% para R$ 28,65.


 

Especulador derruba
 

Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda, na sexta-feira, com a pressão de vendas de especuladores no mercado internacional. Os contratos para dezembro fecharam a 50,45 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com queda de 96 pontos sobre o pregão anterior. O mercado está atento ao movimento da China. Maior consumidor mundial de algodão, o governo chinês deverá emitir novos pedidos de cotas de importação. Analistas disseram que o foco do mercado para os próximos dias será a colheita de algodão nos EUA. O mercado aguarda também o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA, no dia 12 de outubro. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 128,07 a libra-peso, com variação negativa de 0,01%, segundo o índice Cepea/Esalq.


 

Brasil entrega mais

O Brasil deverá ser o país de origem da maior parte do volume de 1,1 milhão de toneladas de açúcar entregue na bolsa de Nova York, com o vencimento dos contratos de outubro, de acordo com informações de corretores à agência Reuters. Segundo os mesmos corretores, a americana Cargill deverá ser a maior recebedora dos mais de 22,4 mil lotes de açúcar demerara entregues na bolsa. Na sexta-feira, os preços futuros do açúcar fecharam em alta nas bolsas internacionais. Em Nova York, os contratos para março encerraram a 11,75 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 20 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 351 tonelada, com alta de US$ 8,50. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 37,80, segundo o índice Cepea/Esalq.

 

Colheita na África

A despeito da alta do dólar frente ao euro e do início da colheita na Costa do Marfim, os preços futuros do cacau subiram sexta-feira na bolsa de Nova York, com compras de arbitragem contra os contratos de Londres, segundo a Dow Jones Newswires. O contrato para março subiu US$ 3, para US$ 1.504 por tonelada. Em Londres, as compras especulativas predominaram e o contrato para março subiu 12 libras, para 863 libras por tonelada. Na Costa do Marfim, o governo reuniu-se com produtores para impedir a greve prevista para hoje. Produtores querem que o governo reduza as tarifas de exportação para garantir melhores preços no campo. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba subiu 1,1%, para R$ 46,50, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.