Commodities Agrícolas
Chuvas no Brasil
Os preços futuros do café fecharam com forte queda ontem, nas bolsas internacionais, como reflexo do clima favorável nas regiões produtoras de café do Brasil. Em Nova York, os contratos para março encerraram o dia a US$ 1,0740 a libra-peso, com recuo de 410 pontos sobre o pregão anterior. Em Londres, os contratos para janeiro fecharam a US$ 1.477 a tonelada, com recuo de US$ 11. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que a preocupação com o tempo no Brasil diminuiu, provocando ordens de venda que estavam represadas há mais de uma semana. Institutos de meteorologia relataram chuvas em partes do Brasil e há previsão de mais precipitação para os próximos dias. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 237,78, segundo o índice Cepea/Esalq.
Consumo global cresce
O consumo e a produção global de algodão crescerão na safra 2006/07, segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (Icac). O consumo ficará em 25,6 milhões de toneladas, 810 mil toneladas a mais que no ciclo 2005/06. China, Índia e Paquistão responderão por 65% da demanda global. O consumo no resto do mundo vai permanecer inalterado em 9 milhões de toneladas. Em seu relatório, o Icac prevê produção global de 25 milhões de toneladas, com aumento de 340 mil toneladas. China, Índia e Paquistão produzirão 13 milhões de toneladas. Em Nova York, os contratos para dezembro fecharam a 49,72 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 73 pontos. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2807 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.
Especulador compra
Os preços futuros do suco de laranja fecharam ontem em alta, na bolsa de Nova York, impulsionados por compras de especuladores no mercado. Os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 1,74 a libra-peso, com aumento de 155 pontos. Analistas de mercado continuam atentos aos números da safra de laranja da Flórida, que será menor, segundo a Dow Jones Newswires. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja às indústrias fechou a R$ 11, segundo o índice Cepea/Esalq. As exportações brasileiras de suco de laranja atingiram US$ 66,8 milhões no mês de setembro, queda de 7,7% em relação a agosto deste ano, e recuo de 9,2% sobre igual período do ano passado, de acordo com levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Novos ganhos
O frango vivo registrou ontem a terceira alta em apenas uma semana no mercado paulista. O produto, que havia subido para R$ 1,75 na granja na sexta-feira, teve nova valorização ontem e foi negociado a R$ 1,80 o quilo, apurou a Jox Assessoria Agropecuária. A menor oferta de aves no mercado e a demanda aquecida devido ao período do mês sustentaram a valorização, segundo Oto Xavier, da Jox. A disponibilidade de produto também é pequena porque integrações que costumam vender aves vivas no mercado disponível não estão ofertando atualmente. A alta do vivo também puxa a cotação do frango abatido no atacado de São Paulo. Ontem, o quilo do resfriado no médio atacado ficou em R$ 2,13, em média, ante R$ 2,06 na sexta-feira. Um mês antes, estava em R$ 1,78, segundo a Jox.