Vendas de leite condensado crescem 7% no Brasil (Valor Econômico)

04/10/2006

Vendas de leite condensado crescem 7% no Brasil

 

O mercado de leite condensado, que tem alavancado vendas de laticínios como a Embaré, registrou um crescimento de 7% nos doze meses encerrados em agosto na comparação com o mesmo período anterior, de acordo com levantamento do Latin Panel. Foram 266 mil toneladas do produto comercializadas no país entre agosto de 2005 e agosto passado.

De acordo com o gerente do Latin Panel, Bruno Russo, o mercado cresceu puxado principalmente pelas vendas de embalagens de 270 gramas. Ele explica que o produto com embalagem menor do que a tradicional - de 395 gramas em lata ou cartonada - tem preço inferior e também evita desperdício, fatores que atraem o consumidor. "É uma nova opção, com menor desembolso e racionalização do produto", diz, referindo-se à embalagem cartonada lançada no fim do ano passado.

Russo acrescenta que o fator renda também contribuiu para o crescimento do mercado. Segundo ele, há dois anos o leite condensado estava em 72% dos lares brasileiros; hoje está em 81%. "Alguns lares que não consumiam passaram a consumir".

O Latin Panel verificou crescimento do consumo de leite condensado em todas as classes sociais no período em questão. Na chamada classe DE, o avanço foi de 8%.

Além do crescimento registrado, o instituto observou ainda um ritmo maior do avanço. Na comparação anterior - agosto de 2003 a agosto de 2004 contra agosto de 2004 a agosto de 2005 - o incremento havia sido de 2,5%. Considerando o ano cheio - 2005 contra 2004 - o mercado cresceu 5%. Na visão de Russo, a tendência é o mercado de leite condensado fechar o ano com incremento de 7% sobre 2005.

De olho nesse mercado crescente, a gaúcha Bom Gosto começou a produzir leite condensado em fevereiro deste ano. O empresário Wilson Zanatta, proprietário da Bom Gosto, afirma que investiu no segmento por causa da demanda doméstica e também pela perspectiva de exportar o produto.

Segundo ele, a fábrica da Bom Gosto, localizada em Tapejara (RS), deve atingir a capacidade máxima de produção de 120 toneladas de leite condensado em três anos. Hoje, produz 20% de sua capacidade. Ele considera que uma das razões para o avanço do segmento é que o uso do leite condensado se diversificou na culinária. Além disso, o crescimento da renda também alavanca o consumo do produto. (AAR)