Commodities Agrícolas
Poucos negócios
Os preços futuros do café arábica registraram uma alta modesta ontem, com poucas negociações à medida em que os investidores aguardavam por um cenário mais definido para a commodity. Os contratos para dezembro fecharam em alta de 0,20 centavo de dólar em Nova York, para US$ 1,0445 a libra-peso. Já os contratos para março subiram 0,25 centavos de dólar, fechando o dia a US$ 1.0835 a libra-peso. O volume final negociado foi de 7.799 lotes, número bastante inferior aos 14.663 lotes negociados na terça-feira. "Foi mais um dia de consolidação, não aconteceu muita coisa", disse um operador. No mercado paulista, a saca de 60 quilos de café fechou ontem cotada a R$ 233,84, alta de 0,43% em relação a terça-feira, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
À espera do USDA
Compras especulativas garantiram modesta valorização das cotações do suco ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,7145 por libra-peso, em alta de 5 pontos, ao passo que os papéis para entrega em janeiro fecharam a US$ 1,7330, com ganho de 15 pontos. Não houve notícias ligadas aos fundamentos do mercado capazes de direcionar os preços, e traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que estão à espera das novas projeções do Departamento da Agricultura dos EUA (USDA) para a safra de laranja da Flórida. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias saiu por R$ 11 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq.
Maior preço em 2 anos
Os preços futuros do milho atingiram ontem o maior patamar em dois anos na bolsa de Chicago. Grandes volumes foram negociados devido à atuação dos fundos de investimentos. Os contratos para entrega em dezembro encerraram a sessão negociados a US$ 2,74 por bushel, depois de atingir o pico de US$ 2,76 ao longo do dia. A alta ocorreu apesar de este ser o momento da colheita da commodity, quando geralmente os preços retraem devido à oferta maior do mercado. O governo americano prevê que os agricultores do país - o maior produtor de milho do mundo - deverá registrar a segunda melhor colheita da história nesta safra. A saca de 60 quilos foi negociada no mercado interno a R$ 19,85, alta de 0,57% em relação ao dia anterior, segundo o Cepea/Esalq.
Cobertura de posições
Os contratos futuros do açúcar fecharam em alta ontem, sustentados por coberturas de posições de fundos, afirmaram operadores. Na bolsa de Nova York, os contratos para março subiram 0,27 centavo de dólar - quase 2,5% - fechando a 11,16 centavos de dólar por libra-peso. Já os contratos para maio registraram alta de 0,23 centavo de dólar e fecharam a 11,35 centavos de dólar a libra-peso. A grande oferta e a entrega recorde dos contratos com vencimento em outubro contribuíram para depreciar o valor da commodity no mercado internacional. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos de açúcar fechou ontem a R$ 37,83, uma variação de 0,53% em relação ao dia anterior, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o açúcar acumula uma variação positiva de 0,08%