Avicultura melhora renda e alimentação de famílias |
Criação de galinhas caipiras tem sido uma alternativa de segurança alimentar para pessoas beneficiadas pelo programa
A criação de galinhas caipiras é mais uma das atividades produtivas que estão contribuindo para a elevação da renda e a melhoria na qualidade da alimentação de famílias carentes na Bahia. Através do Programa de Avicultura Familiar, realizado pela Secretaria de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (Secomp) e pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), cerca de 28,8 mil famílias em 220 municípios serão contempladas até dezembro. O programa foi iniciado em 2003, com 800 famílias, e em 2004 foram absorvidas mais 8 mil. A partir de 2005, outras 20 mil começaram a participar. Cada família recebe um kit de avicultura composto por 25 aves caipiras com 60 dias de vida, comedouro, bebedouro, vacinas e ração. O cadastramento das famílias é realizado pelas prefeituras e associações. Já a Uesb é responsável pelo processo de produção de matrizes, ração, capacitação das famílias, formação dos agentes comunitários rurais e assistência técnica. A capacitação inclui a transmissão de informações gerais sobre o programa, além de orientações sobre manejo, criação, sanidade e alimentação. As famílias aprendem a montar um galinheiro, a mantê-lo limpo e a produzir alimentação alternativa para as aves utilizando produtos do próprio quintal. A capacitação contempla ainda o processo de vacinação, cuidados de higiene e informações sobre a gripe aviária. Após a entrega das aves, é feito o acompanhamento por estudantes de Agronomia da Uesb, que entrevistam as famílias. Cada prefeitura também tem um técnico, que é capacitado para prestar assistência em caso de problemas com as aves. O secretário de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais, Clodoveo Piazza, afirmou que, além de gerar renda, o estímulo à criação de galinhas caipiras pode garantir uma alternativa de segurança alimentar para as famílias beneficiadas, através do consumo dos ovos produzidos. Ele explicou que parte da produção de ovos é utilizada pelas famílias para a alimentação, o que está possibilitando um maior consumo de proteínas pelas comunidades mais pobres. O restante da produção é vendido no mercado local, assegurando renda suplementar que pode ser utilizada na compra de outros gêneros de consumo
Referência nacional
O coordenador da iniciativa na Uesb, José Afonso Silveira, explicou que os programas da Bahia e do Rio Grande do Norte são referência no Brasil e estão servindo de modelo para outros estados, como Roraima, Paraná e Minas Gerais. Segundo ele, com a evolução do programa, a avicultura familiar também começou a ser priorizada por outras iniciativas, como o Pronaf Mulher e o Pronaf Jovem. Em Uauá, as famílias que integram o programa já estão comercializando os ovos para a merenda escolar. |