Commodities Agrícolas
Oferta e demanda
A Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) prevê que a produção brasileira da pluma cresça 20,5% na safra 2006/07, para 1,175 milhão de toneladas, ante 975 mil toneladas do ciclo anterior. O consumo no mercado interno deverá ter um ligeiro aumento, de 845 mil toneladas para 870 mil toneladas. As exportações no período deverão crescer 23%, para 400 mil toneladas. Os estoques de passagem deverão crescer em 15 mil toneladas, para 385 mil toneladas na safra 2006/07. Em Nova York, os preços futuros registraram uma ligeira elevação. Os contratos para março fecharam a 51,95 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 52 pontos. No mercado paulista, o algodão encerrou o dia a R$ 1,3031 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
Recuperação de preços
Os preços futuros do trigo registraram alta ontem (dia 19) em Kansas com o anúncio de que o Marrocos planeja comprar até 230 mil toneladas do grão dos EUA. "Esses países estão comprando mais trigo dos EUA porque simplesmente não há mais de onde comprar", disse Mark Hitchcock, da Agri-Trading. "Os EUA e o Canadá serão exportadores primários, já que a Austrália perdeu metade de sua safra com a seca". Os contratos para dezembro fecharam com alta de 1%, para US$ 5,30 por bushel, mas chegaram a ser negociados por US$ 5,55, o maior valor em dez anos. Em Chicago houve pouca oscilação e o bushel fechou a US$ 5,13. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 27,48, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab).
Síndrome de fim de mês
Depois de três meses de valorizações, os preços do frango vivo registraram ontem (dia 19) a segunda queda seguida no mercado independente paulista. Conforme a Jox Assessoria Agropecuária, o quilo caiu R$ 0,05 na quarta-feira, para R$ 1,85, e ontem desceu a R$ 1,80. Oto Xavier, da Jox, explica que o movimento reflete a "síndrome da segunda quinzena do mês", quando normalmente a demanda de carnes diminui no país em virtude do menor poder aquisitivo dos consumidores, que costumam receber seus salários no início dos meses. Ainda que seja difícil prever, Xavier acredita que, em princípio, haverá uma nova recuperação no começo de novembro. No médio atacado paulista, o quilo do abatido recuou para R$ 2,30, ante R$ 2,43 há uma semana e R$ 2,08.
Correção técnica
Os preços futuros da soja fecharam em alta ontem (dia 19) na bolsa de Chicago, dando continuidade ao movimento altista dos últimos dias em decorrência de compras especulativas e correções técnicas. Os contratos para novembro fecharam a US$ 6,08 por bushel, alta de 3,5 centavos. Segundo operadores ouvidos pela Dow Jones, o mercado continuará a cavar novas altas, já que as correções técnicas, a demanda e a percepção de que a soja deve caminhar lado a lado com o milho e trigo têm atraído especuladores. Também ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA anunciou que as exportações semanais da commodity totalizaram 869,5 toneladas. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos fechou a R$ 31,29, alta de 1,16%, segundo o indicador do Cepea/Esalq.