Commodities Agrícolas
Alta moderada
As cotações do café registraram moderada valorização ontem na bolsa de Nova York, sustentadas sobretudo pelas compras especulativas que compensaram as vendas de origem no início da sessão. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o dia negociados a US$ 1,0715 por libra-peso, em alta de 30 pontos, ao passo que os futuros para entrega em março subiram 40 pontos, para US$ 1,1110. Especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires notaram que o consumo mundial é crescente, o que pode beneficiar as cotações ao longo da próxima safra, quando a produção brasileira será menor. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 242 e R$ 247, conforme levantamento do Escritório Carvalhaes, de Santos.
"Efeito milho"
A valorização das cotações do milho determinaram a alta do trigo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos com vencimento em dezembro encerraram o pregão a US$ 5,2250 por bushel, com ganho de 5,50 centavos de dólar; na bolsa de Kansas, o mesmo vencimento subiu 3 centavos de dólar e alcançou US$ 5,4525 por bushel, e em Minneapolis dezembro fechou a US$ 5,2325 por bushel, com valorização de 5 centavos de dólar. Mas, ainda que os saltos tenham sido puxados pelo milho, traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires ressaltaram que a confiança pode estar de volta ao mercado de trigo. No país, a saca de 60 quilos do cereal saiu, em média, por R$ 27,96 no Paraná, ante os R$ 27,67 da véspera, conforme levantamento do Deral.
Compras especulativas
A continuidade de um movimento de compras especulativas garantiu nova valorização das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 6,2350 por bushel, com ganho de 6 centavos de dólar, enquanto os papéis para entrega em janeiro subiram 6,50 centavos de dólar e alcançaram US$ 6,37. Segundo traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, não houve notícias ligadas aos chamados fundamentos do mercado capazes de mudar o rumo das compras especulativas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão subiu 0,32% e atingiu R$ 31,36. Neste mês de outubro, a valorização acumulada já chega a 9,46%. Em dólar, a alta acumulada alcança 10,53%.
Queda livre em SP
Os preços do frango vivo continuam em queda livre no mercado independente de São Paulo. Segundo a Jox Assessoria Agropecuária, o quilo caiu ontem para R$ 1,65, ante R$ 1,90 há uma semana. Segundo Oto Xavier, da Jox, o consumo retraído de carnes em geral em virtude da queda do poder aquisitivo dos consumidores na segunda metade do mês continua sendo o principal fator de pressão. A queda acontece apesar de o alojamento de pintinhos no país ter alcançado pouco mais de 388 milhões de animais em setembro, ante 396 milhões em agosto e 402 milhões em setembro de 2005. "Apesar desta retração, a oferta é mais do que suficiente para atender à demanda atual", afirma. No médio atacado paulista, o quilo do frango abatido caiu para R$ 2,18.