Mudanças resistentes são distribuídas em laboratório
A Unidade de Avaliação de Genótipo de Banana da Estação Experimental de Mandioca e Fruticultura da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), localizada no município de Conceição do Almeida, a 158 quilômetros de Salvador, disponibiliza mudas de 18 genótípos diferentes do fruto, 15 deles resistentes à Sigatoka-Negra. A oferta de variedades resistentes à sigatoka-negra é uma das principais ações desenvolvidas para evitar que a praga chegue às plantações da Bahia, até então zona livre da praga.
As mudas resistentes à praga são produzidas em laboratório, onde ficam por aproximadamente cinco meses - é a chamada muda micropropagada. A EBDA realiza o processo de multiplicação e difusão das mudas, enquanto os produtores escolhem as variedades que mais lhes interessam, levando em conta o sabor, a produtividade e a resistência a pragas.
Causada pelo fungo Mycosphaerella Fijiensis, a Sigatoka-
Negra pode ser disseminada através do vento, da água da chuva e do orvalho. "Ainda pode haver disseminação através de caixarias e de caminhões que circulam de um estado para outro. O homem também é um dos transmissores, através de sua roupa", explica o engenheiro agrônomo da EBDA, Jorge Silveira, coordenador técnico do programa de prevenção da Sigatoka-Negra e responsável pela unidade.
Silveira acrescenta que o objetivo da unidade é possibilitar que os produtores de banana possam eleger pelo menos uma variedade resistente e cultivá-la."Além disso, haverá vantagens ao meio ambiente, pois o produtor que tiver acesso às mudas resistentes não vai precisar usar agrotóxicos para ter um bananal livre de doenças e com uma produção melhor", conclui. O trabalho da estação experimental da EBDA é realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB).