Produção orgânica une famílias no Sul de SC (Valor Econômico)

31/10/2006

Produção orgânica une famílias no Sul de SC

 

A dificuldade para negociar os preços para a banana, o arroz e o fumo, principais itens da produção agrícola em Praia Grande, no Extremo-Sul catarinense, levou cerca de 30 famílias agricultoras a se unirem em torno de uma alternativa: o cultivo de produtos sem agrotóxicos.
Apesar do mercado resistente e do preço elevado agregado, a Associação dos Colonos Ecologistas do Vale do Mampituba (Acevam) cresce para conquistar destaque na produção orgânica regional.
A forte tendência a uma opção alimentar natural livre de agrotóxicos, porém, não combina com as restrições ainda existentes no mercado para o produto, destaca o técnico agrícola da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri) em Praia Grande, Rogério Dal Pont.
– O preço alto e a pouca oportunidade de expor o produto praticamente inviabilizam a produção. O justo seria agregar 30% a mais no preço, e não mais de 100%, como ocorre – afirma Dal Pont.
A produção orgânica é mais forte na bananicultura. Nos cem hectares cultivados no município, um terço são reservados para a fruta orgânica, o que rende 500 toneladas ao ano, vendidas por R$ 0,60 o quilo.
A Acevam revela que, desse montante, 300 toneladas ficam no mercado de orgânicos e a outra parte (200 toneladas sem agrotóxicos) é vendida em meio às produzidas com defensivos.
A produção de verduras, grãos, legumes e raízes envolve apenas 30 hectares, mas já têm destaque na região. Atualmente, a produção das famílias agricultoras de Praia Grande vai para feiras ecológicas e prefeituras de Caxias do Sul e Bagé, no Rio Grande do Sul, além de abastecer os programas Fome Zero dos municípios de Criciúma e Praia Grande.