Consumo de caprinos e ovinos registra elevação
Bahia consolida posição de maior rebanho de caprinos e o segundo de ovinos entre os estados
O incentivo ao consumo das carnes de cabritos e cordeiros vem gerando resultados na Bahia, que detém o maior rebanho de caprinos (45%) e o segundo maior de ovinos (20%) do país. O maior frigorífico especializado do estado, por exemplo, elevou o abate de cinco toneladas mensais, em 1999, para 30 toneladas, atualmente. O produto ganhou espaço não apenas nas prateleiras dos grandes supermercados, mas também em refinados restaurantes em vários estados do país.
Mesmo com o crescimento do consumo, este ainda é considerado baixo no Brasil. Estima-se que a média no país é de 700g consumidos por habitante no ano, enquanto o consumo bovino ultrapassa 38 kg. Poucos ainda conhecem as vantagens nutricionais, principalmente da carne caprina, que possui o mesmo nível protéico e de ferro que a bovina, mas colesterol bem mais baixo. A quantidade de gordura saturada contida também é inferior à da carne de boi.
O diretor-presidente do frigorífico Baby Bode, João Torres Dantas, disse que o consumo tem crescido “vertiginosamente”. Segundo ele, isso está sendo possível graças ao trabalho de divulgação desenvolvido, nos últimos anos, quanto ao sabor e nutrientes. Uma das metas é eliminar o preconceito, gerado pelo mito da qualidade da carne, que seria fornecida por frigoríficos clandestinos e não possuir inspeção sanitária.
“Antigamente, eram abatidos animais velhos, que proporcionavam uma carne dura e muitas vezes com cheiro desagradável. Além disso, não haviam condições sanitárias ideais”, afirmou.
A profissionalização deste segmento pecuário, desde o produtor ao frigorífico, vem gerando as conquistas. Há uma maior preocupação com o manejo e os animais são hoje abatidos dentro dos padrões, com preparo e apresentações adequados. “Eles, agora, são abatidos com seis a dez meses de idade, o que proporciona uma carne ideal para o consumo, macia e saborosa”, informou João Dantas.