Em Juazeiro, dois exemplos comprovados de uso
Em uma área de 2,5 hectares, a 12 km do centro de Juazeiro, Francisco Barbosa da Silva, 57 anos, cultiva, em um hectare, manga, coco, banana, acerola, mamão, goiaba, limão e tangerina.
A água para o pequeno cultivo vem do bombeamento de um poço de 60 metros e é puxada por um catavento, montado há quatro anos como alternativa diante da falta de energia elétrica na propriedade. O gasto com a compra do catavento e a construção de dois reservatórios foi pouco acima de R$ 6 mil.
Por conta da água salina, algumas plantas, a exemplo da cirigüela, não apresentam bom crescimento, mas em outras as frutas são doces e não têm problemas. Toda a produção de Francisco é para subsistência, mas ele já prepara o cultivo, na época das chuvas de dezembro, de feijão, milho e melancia, para vender.
Uma peça do catavento quebrou e ele precisou desembolsar R$ 800.
“Às vezes demora de dois a três dias para encher, mas em época de muito vento, entre os meses de junho e agosto, os reservatórios chegaram a transbordar. Outras vezes espero até 15 dias para encher um deles porque não venta nem à noite”, esclarece.
O poço é aberto no local onde um geólogo identifica a existência de água e o catavento é montado. “São cerca de 900 litros de água por hora para encher dois reservatórios, um de 13.300 litros e outro de 15 mil litros.
Na zona urbana, em uma chácara, o empresário Herbert Café instalou dois cataventos para economia de energia. A área possui um posto de combustível, uma locadora de vídeo, uma loja de conveniência, bar e restaurante. São 1 mil litros de água por hora, retirada de cada um dos poços, para uso nos banheiros de todo o complexo empresarial, regar as plantas de ornamentação, o pomar, alimentar pequenos animais e, ainda, na higiene das instalações.
Cristina Laura