Sudoeste na rota de exportação
Falta um aeroporto de médio porte, mas sobram vontade e produtos tipo exportação. Esse é o perfil da Vitória da Conquista “made in Brazil”.
Rumo ao comércio exterior, o terceiro maior município do Estado, atrás de Salvador e Feira de Santana, com cerca de 300 mil habitantes, apresenta números tímidos, lastreados apenas na exportação de café. Mas o quadro está mudando na região. De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio, em 2004 foram exportados o equivalente a US$ 24 milhões. No ano seguinte houve um salto para US$ 26 milhões e, no fechamento deste ano, as previsões mais pessimistas apostam em recursos da ordem de US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 62 milhões. A ausência de um porto seco retrai as exportações a partir das regiões Oeste e Sudoeste, mas nada que impeça – por enquanto, a saída de leite, carne e calçados de Itapetinga; frutas de Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio, Bom Jesus da Lapa e Santa Maria da Vitória; algodão e soja de Barreiras.
Há condições favoráveis, como boa parte da malha rodoviária em condições de trafegabilidade até o Porto de Malhado, em Ilhéus; Delegacia do Delegacia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, habilitação para conceder licença para exportação e da Receita Federal, o cenário é considerado razoável. Somente por meio de uma exportadora francesa, com filial no Brasil, a região de Livramento embarca anualmente 100 contêineres. No total, o pólo de fruticultura destina 117 mil toneladas ao mercado externo. Outras regiões aumentam esse volume com seus produtos locais. “Itapetinga já exporta leite para 70 países, nos cinco continentes, além da carne”, dão e outras culturas em declínio ou dificuldades infra-estruturais, acentua o produtor de manga Gercy Oliveira. “O Sebrae tem contribuído muito, a ajuda ao pólo de fruticultura de Livramento é enorme, mas, infelizmente, temos gargalos que precisam ser resolvidos, como a questão logística”.
A partir desse anseio, o Promo Centro Internacional de Negócios da Bahia realizou, em Vitória da Conquista, o Programa Itinerante das Oficinas de Comércio Exterior.
O objetivo foi justamente apresentar aos empresários do interior informações sobre o processo de exportação e sobre as ferramentas de apoio ao comércio exterior nas cidades com potencial exportador.
O Sebrae também entra como mobilizador e executor da oficina em parceria com o Promo. “Percebemos que existe uma demanda importante de informação também no interior”, justificou a assessora de Relações Internacionais e coordenadora do programa, Íris Azi.
Em cada oficina são formados grupos de empresários que participam de reuniões com despachantes aduaneiros, peritos em seguro internacional e especialistas em logística, mecanismos de financiamento e fomento às exportações, transporte internacional, estratégias de análise e prospecção de mercado e promoção comercial.
diz o delegado do Ministério da Agricultura, Paulo César Oliveira.
Qualidade, financiamento e maior participação do poder público.
“Na época de pujança do algodão, o ouro branco, a região de Guanambi respondia por 18% de toda a produção nacional, com 120 mil toneladas de fibra”, recorda Nilo Coelho, prefeito do município.
Houve um retrocesso. No início do século passado, mais precisamente na década de 20, já existia indústria e o produto seguia para exportação do lombo de burro até o vapor. É preciso resgatar o algoO pólo de fruticultura irrigada de Livramento é um destaque na região.
JUSCELINO SOUZA