Café ganha qualidade mas perde para... (Gazeta Mercantil)

09/11/2006

Café ganha qualidade mas perde para...

 

Em vez de receber prêmio, os vencedores ganharão o direito de participar do novo leilão eletrônico, que será promovido pela ACE em Londres. Dos 352 inscritos 352 inscritos 150 já foram selecionados na primeira fase.

Durante o leilão realizado em janeiro, o Brasil conseguiu vender uma saca de café de 60 quilos, da região de Carmo de Minas Gerais, por um valor recorde de US$ 6.567. "Foi o maior lance já obtido em um lote café em concurso’’, diz o diretor-executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais, Alexandre Gonzaga. A Colômbia conseguiu o segundo maior preço individual (US$ 2.508) em um lote de café.

Entretanto, a Colômbia obteve a maior média de preços dos lotes vencedores no leilão da ACE ( US$ 792 a saca). Em seguida, veio El Salvador com média de preços de US$ 628 a saca, depois Bolívia, US$ 616, e Brasil, com US$ 529. Os cafés são selecionados por meio de protocolos próprios de provas de café da ACE. Além de incentivar a qualidade do produto, Gonzaga diz que o concurso serve para inserir o cafeicultor no mercado externo de alta qualidade.

Além disso, o concurso torna o café reconhecido regionalmente. "Regiões que antes não eram conhecidas como produtoras de café de alta qualidade hoje já têm esse reconhecimento’’, diz Gonzaga, ao citar que a região Zona da Mata (MG) passou a ser chamada até de Matas de Minas por se tornar conhecida no mundo como produtora de café de boa qualidade.

O Brasil é pioneiro em concursos de café especiais no mundo, ao realizar o primeiro em 1999. O presidente honorário da torrefadora italiana Illycaffè, Ernesto Illy, Ernesto Illy, está no Brasil durante esta semana, para escolher os 10 selecionados dos 50 finalistas do "16 Prêmio Brasil de Qualidade do Café para Espresso", promovido pela empresa. Foram inscritos 843 cafeicultores. O resultado será anunciado em 2 de março. O primeiro finalista receberá US$ 30 mil, o segundo, US$ 20 mil, o terceiro, US$ 10 mil e o quarto, US$ 5 mil.

O Paraná não entre os estados que cultivam os melhores café brasileiros. Mesmo assim, há uma grande esforço pela qualidade da bebida. Concursos realizado contou com a participação de 450 concorrentes, dos quais dez produtores chegaram à etapa final da competição. Os lotes estão sendo avaliados nos quesitos doçura, acidez, corpo, sabor e balanço da bebida.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Viviane Monteiro e Norberto Staviski)