Baixo Sul recebe US$ 2,2 milhões (Diário Oficial da Bahia)

14/11/2006

Baixo Sul recebe US$ 2,2 milhões

Verba vai ajudar na consolidação do progresso, do desenvolvimento sustentável e da preservação ambiental da região

 

O governador Paulo Souto participou na tarde de ontem, em Ituberá, a 308 quilômetros de Salvador, da assinatura de convênio entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul (Ides) para a doação de US$2,2 milhões. A verba será aplicada na execução do Programa de Fomento à Produção Integrada e Ambientalmente Sustentável em Áreas de Proteção Ambiental. Do valor doado, metade vem do BID e a outra metade da Fundação Odebrecht, parceira do Ides.

Segundo Paulo Souto, o convênio significa a solidificação do progresso, do desenvolvimento sustentável e da preservação ambiental. "O que vimos aqui é um apoio do BID, nosso parceiro em diversos progamas de êxito, trabalhando agora com o terceiro setor. Esse é o grande desafio do Ides: como produzir nas áreas de proteção ambiental. A Bahia tem 11% da sua área protegida, temos que aliar o desenvolvimento humano ao econômico e à preservação ambiental", afirmou.

Ele falou do trabalho do seu governo na área de geração de emprego e renda no interior. "Temos nos preocupado muito, ao longo desses anos, com a oportunidade de trabalho, principalmente no interior. São dezenas de programas realizados em diversos municípios, tanto na área rural como na vinda de grandes empresas", disse.

O Programa de Desenvolvimento Integrado Sustentável do Baixo Sul, que está presente em 11 municípios, é realizado em uma parceria entre os governos estadual e federal e a Fundação Odebrecht. O programa atua em quatro eixos básicos: capital produtivo, humano, social e ambiental. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento socioecômico de áreas rurais, por meio da produção integrada das cadeias produtivas.

Para o ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome, Patrus Ananias, presente à assinatura do convênio, o desenvolvimento sustentável é uma experiência que pode ser reproduzida em outros lugares do país.

Para o representante do BID, Carlos Guimarães, a Bahia está dando mais um bom exemplo para o país. "É um projeto sustentável, muito bem elaborado, que ajuda o desenvolvimento de uma região importante para o estado. Queremos levar esse projeto da Bahia para outras regiões do país. Para nós, do BID, é muito importante ter parceiros assim", destacou.

 

CADEIAS PRODUTIVAS

– O Baixo Sul possui quatro cadeias produtivas – aqüicultura (criação de tilápias e de ostras), palmito, mandioca e piaçava –, todas lideradas por cooperativas, que reúnem cerca de 2,2 mil famílias de agricultores e 74 de aqüicultores.

Os novos investimentos vão fortalecer as cooperativas já envolvidas no programa e mais 540. As ações serão realizadas através de capacitação de produtores, certificação de produtos e processos, apoio ao acesso a novos mercados e sistematização, monitoramento e mutiplicação dos resultados dos projetos.

Para o presidente da Copemar, Luciano Freitas, a entrada dessa nova verba vai fortalecer o trabalho e possibilitar a entrada de outras famílias no projeto. "Esse projeto é muito importante, porque nos proporcionou uma forma organizada de trabalho e renda, além de uma consciência ambiental. Hoje, não somos mais extrativistas, somos cultivadores", declarou.

Na esfera do capital produtivo, foram estruturadas cadeias produtivas gerando emprego e renda. Em capital humano, o programa se subdivide nos projetos Casas Familiares: Rural e Mar e Casa do Jovem. O primeiro fornece educação profissional, formando empresários rurais e aqüícolas, futuros líderes de suas respectivas comunidades e responsáveis por ajudar a construir o patrimônio moral e material indispensável ao desenvolvimento sustentável.

Já o projeto Casa do Jovem objetiva desenvolver uma educação rural de qualidade, gratuita, orientada para o trabalho e cujo foco resida na formação de pessoas donas de seus próprios destinos. Ele inclui ainda a capacitação de professores.

Por fim, a vertente capital social implementa o Instituto Direito e Cidadania, que promove condições favoráveis para o exercício pleno da cidadania, com foco na organização e no fortalecimento da área social, por meio dos projetos Direito e Cidadania e Balcões de Direitos.

Importância do Estado

Segundo o diretor executivo do Ides, Marcelo Walter, o governo da Bahia tem uma importância fundamental nessa parceria. "O governo estadual participa efetivamente com as 15 secretarias, junto com a Fundação Odebrecht, o Ides e a Associação dos Municípios do Baixo Sul (Amubs), através de um protocolo de intenções para o desenvolvimento da região", disse.

Participaram também da solenidade o presidente da Fundação Odebrecht, Norberto Odebrecht, o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Vladimir Abdala, o diretor executivo da Organização de Conservação de Terras, Joaquim Cardoso Filho, o superintendente do Sesi/BA, Manoelito Souza, o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, e o presidente da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Omar Britto, além de prefeitos e lideranças locais.