Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

14/11/2006

Commodities Agrícolas

 

Vendas dos fundos  
  

Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda ontem, pressionados por vendas dos fundos e especuladores no mercado internacional. Os contratos para março fecharam a 51,82 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com recuo de 131 pontos em relação ao pregão anterior. A falta de negócios no mercado físico e as vendas dos fundos em grande quantidade ajudaram a tirar o suporte dos preços da pluma, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os traders continuam realizando rolagens de posições dos meses de dezembro para março, segundo analistas de mercado. A falta de notícias no mercado também tira o suporte das cotações. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2818 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. 
 
 


Falta de suporte  
  

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão de ontem com queda em Chicago, dando continuidade ao período de retração nos preços após as altas recentes motivadas por vendas especulativas. Os papéis para novembro recuaram para US$ 6,46 por bushel e os de janeiro caíram 5 centavos, para US$ 6,57. A falta de suporte a partir dos contratos futuros de milho, cujo vencimento se aproxima, aliada ao ambiente negativo nos fundamentos básicos da oferta e a condições favoráveis de plantio na America do Sul resultou em pressões moderadas sobre os preços, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswire. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja fechou o pregão de ontem a R$ 32,74, com queda de 0,3%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 
 
 


Brasil lidera importação

O Brasil ultrapassará neste ano Egito e União Européia e se tornará o maior importador de trigo pela primeira vez desde 2000/01, informou ontem o Departamento de Agricultura dos EUA em relatório divulgado em seu website. A produção caiu para apenas metade do nível do ano passado, na medida em que a colheita tem sido afetada por uma combinação de seca e geadas entre o final de agosto e começo de setembro. A queda será acompanhada por uma alta na demanda e poderá resultar em mais necessidade de trigo por países da América do Sul. Em 2005, 91% das compras brasileiras vieram da Argentina e 7% do Paraguai. Em Kansas, o trigo fechou a US$ 5,24 por bushel, com queda de 0,25 centavos. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 28,18, segundo o Deral.

 

Repasse para o varejo

As indústrias de café do país estão negociando um reajuste de preços do produto no varejo entre 10% e 15%, segundo Nathan Herszkowicz, diretor da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Segundo a Abic, a redução dos estoques físicos de café, no Brasil e no mundo, o amplo financiamento disponível para estocagem do grão, que reflete a nova política cafeeira criada pelo governo federal, os volumes reduzidos dos leilões mensais para venda dos estoques oficiais, as cotações firmes no mercado mundial e a menor safra de café para 2007/08 têm afetado os custos de produção das indústrias. Em Nova York, os contratos para março encerraram o dia a US$ 1,1945 a libra-peso, recuo de 60 pontos. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 265,34, segundo o índice Cepea/Esalq.