Safra de grãos no oeste baiano deve crescer 28%
Volume produzido vai alcançar 4,91 milhões de toneladas
A safra 2006/2007 de grãos no oeste da Bahia deve registrar incremento de 28% em relação ao período anterior. Mesmo com a previsão de expansão de apenas 1,7% da área plantada, a expectativa é que a produção tenha um crescimento de mais de um milhão de toneladas – saltando dos 3,84 milhões de toneladas alcançados na safra passada para 4,91 milhões de toneladas agora.
Os números, entretanto, não representam um cenário tão positivo. “O índice de incremento está sendo calculado com base em resultados de produção muito baixos. Revelam apenas a recuperação das perdas catastróficas registradas na safra passada em função da estiagem”, comenta o vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Sérgio Pitt. “O pequeno aumento na área plantada reflete mais a situação. E manter a área da safra passada já é um desafio. Os resultados seriam realmente bons se conseguíssemos uma expansão de 10% acima da média de produção de outros anos”, acrescenta.
De acordo com dados da Aiba, o milho está entre as principais culturas responsáveis pelo aumento da safra baiana de grãos, devendo obter produção 61% maior (816 mil toneladas). Contudo, a mais elevada produção será a de soja, com 2,5 milhões de toneladas e expansão de 28,5%. O algodão também promete expressivo aumento de safra: em torno de 26%, totalizando 975 mil toneladas. Já o café deve permanecer com o mesmo volume da produção anterior: 46,2 mil toneladas.
O algodão lidera a ampliação da área plantada no oeste baiano, com expansão de 16,6%, devendo chegar a 250 mil hectares na próxima safra. Em seguida, vem o milho, com 136 mil hectares (incremento de 7,9%). A soja, por sua vez, deverá sofrer pequena redução de área, de 2,3%, por conta principalmente, segundo a Aiba, do avanço das culturas do algodão e do milho. A área cultivada de café deve manter igual número da safra anterior (14,2 mil hectares), além de mesmo volume produzido.
As fortes chuvas que vêm caindo nos últimos dias no estado são motivo de preocupação para os produtores da região. “Do início de outubro, quando começaram as plantações, até agora, já choveu cerca de 500 milímetros, o dobro da média do período. Tememos que isso seja um sinal de escassez de chuva daqui a um tempo”, diz Pitt. O plantio de grãos deve prosseguir até dezembro e a colheita se inicia em abril.
Adriana Patrocínio