Estado exporta em outubro mais de US$ 600 milhões (Diário Oficial da Bahia)

20/11/2006

Estado exporta em outubro mais de US$ 600 milhões

Um dos destaques das vendas do mês foram os automóveis, seguidos de celulose, óleo combustível e catodos de cobre

 

As exportações baianas alcançaram em outubro US$ 601 milhões, resultando num acumulado no ano (janeiro a outubro) de US$ 5,6 bilhões. Esse valor é 18,2% superior ao mesmo período de 2005 e foi obtido pela valorização dos preços, em média de 27,8%, porque a quantidade total embarcada teve uma redução de 7,6% no período.

Segundo o Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, com uma corrente de comércio de US$ 9,3 bilhões até outubro, 26% acima do mesmo período do ano passado, o comércio externo do estado deve bater um recorde histórico este ano, com exportações na casa dos US$ 7 bilhões, contribuindo decisivamente para o crescimento do PIB estadual e para o superávit comercial do país.

Esses dados foram divulgados ontem pelo Promo, vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM). De acordo com técnicos do Promo, a tendência é que, por enquanto, fatores como câmbio não apresentem mudanças significativas que venham a estimular um incremento na quantidade exportada.

O efeito da valorização do real nas exportações – que é mais sentido na redução das quantidades exportadas – acaba sendo compensado pelo aumento dos preços de várias mercadorias no mercado internacional. Isso tem acontecido principalmente nos setores de derivados de petróleo, metalúrgico, mineral, automotivo e de material eletroeletrônico.

Em outubro, as exportações foram lideradas pelos automóveis, com vendas de US$ 86,3 milhões, seguidos de celulose, com US$ 52,9 milhões, óleo combustível, US$ 52,4 milhões, e catodos de cobre, US$ 38,2 milhões.

 

Importações

 

Pelos dados do Promo, as importações, que chegaram a US$ 387,7 milhões em outubro, estão estabilizadas em novo patamar, impulsionadas pela conjuntura favorável do câmbio e pela fartura de linhas de financiamento a custo baixo. No ano, somam US$ 3,7 bilhões, com um incremento de 40%, superior ao das exportações.

O crescimento das importações este ano está vinculado principalmente ao setor de bens de consumo duráveis, especialmente eletrônicos (+93%), ajudado pela queda do dólar, ao de bens intermediários (+67,3%), pressionado pelo aumento do sulfeto de cobre no mercado internacional, e ao de bens de capital, ligado à modernização da produção industrial (+31%).

Os principais compradores dos produtos da Bahia continuam sendo os Estados Unidos, para onde foram vendidos no ano mais de US$ 1 bilhão, seguidos da Argentina, que comprou quase US$ 670 milhões, e do México, com US$ 461,3 milhões.