Commodities Agrícolas
Mercado estável
Os preços futuros do cacau fecharam em queda ontem nas bolsas internacionais, como reflexo das vendas especulativas no mercado. Os papéis para março recuaram US$ 13, para fechar a US$ 1.487 por tonelada, enquanto os contratos para dezembro recuaram US$ 33, para US$ 1.437. Analistas concordam que uma mudança na atividade comercial recente do cacau ocorreu na medida em que mais países passaram a produzir a commodity. "Anos atrás o cacau era plantado em países menores, mas o Brasil tornou o mercado menos volátil que em locais como a Costa do Marfim", diz o James Cordier, da Liberty Trading Group. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 48,00, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Cobertura de posições
Um movimento de cobertura de posições sobrepujou vendas de origem e realização de lucros e determinou expressiva alta das cotações do café ontem na bolsa de Nova York. Os futuros para dezembro encerraram o pregão negociados a US$ 1,1515 por libra-peso, com ganho de 205 pontos, ao passo que março fechou a US$ 1,1975, em alta de 180 pontos. A cobertura de posições refletiu o início do período de notificação do vencimento dezembro, na última sexta-feira. Também na sexta-feira, notícias relacionadas ao Brasil colaboraram para a retração observada. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos de café de boa qualidade saiu ontem, em média, por R$ 270, de acordo com levantamento do Escritório Carvalhaes, com sede em Santos (SP).
Vendas avançam
A valorização nos preços da soja nos últimos 30 dias na bolsa de Chicago favoreceu as vendas antecipadas no Brasil. A Agência Rural estima que 32% da safra nova já foi negociada, sendo que no Mato Grosso esse índice alcança 53%. No mesmo período de 2005, as vendas no país correspondiam a 10% da safra. O plantio avançou, favorecido pelo clima, ocupando 70% da área prevista, contra 60% em novembro de 2005. Em Chicago, os preços subiram com compras de especuladores, sob influência da alta do milho. A estiagem na Argentina também influenciou os preços. O contrato para janeiro subiu 7,25 centavos de dólar, para US$ 6,80 por bushel. No Brasil, houve poucos negócios e os preços ficaram estáveis em R$ 28,20 em Rondonópolis (MT) e em R$ 34 no porto de Paranaguá (PR).
Compras especulativas
Um movimento de compras especulativas que ganhou força no fim da sessão garantiu a valorização das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,9965 por libra-peso, em alta de 10 pontos, enquanto os papéis para entrega em março subiram 25 pontos e alcançaram US$ 2,0025. Conforme notaram traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, é comum nesta época do ano que as cotações oscilem em torno de mesmo eixo, "andando de lado" - ou mesmo registrando pequenas desvalorizações. Isso aconteceu, conforme Jim Quinn, da A.G. Edwards, em 13 dos últimos 15 anos. Esse movimento está relacionado aos reflexos do clima sobre a colheita de laranja nos Estados Unidos.