Políticas de defesa sanitária não serão excludentes (Seagri)

22/11/2006

Políticas de defesa sanitária não serão excludentes
                                                                           

 

A universalização da rastreabilidade no Brasil, a partir de mecanismos de controle também na pequena produção, é apontada como uma das principais metas do governo Lula no segundo mandato. As ações no âmbito da defesa sanitária sinalizam para a continuidade das medidas adotadas nos últimos quatro anos, mas o diferencial do Plano Setorial de Governo está na extensão dessas ações a todo o segmento produtivo.

"Vamos avançar em alguns formatos para que as políticas sanitárias não sejam excludentes", antecipa o secretário executivo do Programa Setorial. Para vencer o desafio de eventuais entradas de doenças e pragas, fatores que afetam negativamente a socioeconomia rural, a atual administração se propõe a consolidar o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária-SUASA, com a participação das três instâncias de governo e de agentes privados.

Outra prioridade será modernizar a rede de laboratórios oficiais com vistas a melhorar a fiscalização e controle de doenças e promover ações articuladas com organismos internacionais para um enfoque sistêmico de combate e controle das enfermidades transfronteiriças. O governo também propõe ações educativas na área fitozoosanitária, bem como um incremento das ações de fiscalização de trânsito nacional e internacional de produtos agropecuários.

Alckmin, por sua vez, defendeu um modelo sanitário brasileiro que envolvesse os países vizinhos dada a crescente interação entre os mercados e a existência de uma vasta área de divisa seca. Também propunha que os padrões de controle sanitário fossem os mesmos entre os países da América Latina. Outra proposta do candidato do PSDB era melhorar a capacidade operacional para a avaliação de risco por meio de investimento nos laboratórios estatais e privados, com o compartilhamento dos custos entre governo e iniciativa privada.