Commodities agrícolas (Valor Econômico)

28/11/2006

Commodities agrícolas

 

Recuo em SP 

O frango vivo recuou ontem na granja no mercado de São Paulo. O produto era negociado a R$ 1,30 o quilo desde o dia 3 deste mês e ontem caiu para R$ 1,25, conforme apurou a Jox Assessoria Agropecuária. A razão para a queda do preço é a grande oferta de frango vivo no mercado num momento em que a demanda está ruim, segundo Oto Xavier, da Jox. Os preços do frango abatido também sofreram os efeitos da demanda desaquecida no fim do mês. Ontem, o quilo no médio atacado paulista ficou em R$ 1,95, em média, conforme a Jox. Um mês antes estava em R$ 2,08 e uma semana antes, em R$ 2,10. De acordo com Xavier, a expectativa é de melhora na demanda por frango a partir deste fim de semana com a proximidade do período de pagamentos de salários. 


Fundos compram

Os preços futuros do café fecharam em alta nas bolsas internacionais ontem, impulsionados por compras de fundos de investimentos e de especuladores. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,2265 a libra-peso, com aumento de 250 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 1.449 a tonelada, com alta de US$ 18. As cotações do café arábica, negociados em Nova York, atingiram a maior cotação da última semana e meia, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O aumento teve como reflexo a alta das commodities negociadas no índice CRB e também outros ativos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou cotada ontem a R$ 279,39, com alta de 2,08%, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Índice não-transgênico

A administradora de fundos suíça Diapason Commodities Management lançou ontem o índice de commodities não-transgênicas. O índice é composto de cinco contratos negociados nas bolsas de Tóquio e na Euronext: soja, milho, canola e trigo, informou a Dow Jones Newswires. Ontem, os preços do milho subiram na bolsa de Chicago, influenciados pela queda do dólar frente ao euro, a alta de contratos de energia e por compras de fundos. O contrato para março chegou a alcançar US$ 3,935, maior cotação em dez anos, mas fechou a US$ 3,8825 por bushel, em alta de 2,25 centavos de dólar. Na Argentina, 75% dos 3,4 milhões de hectares previstos para a safra foram plantados, informou o governo local. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca subiu 1,03%, para R$ 24,10. 


Plantio sul-americano

Levantamento da Agência Rural aponta que o plantio de soja no Brasil avançou na semana passada, atingindo 84% da área estimada, contra 70% há uma semana e 77% em igual período de 2005. Já na Argentina, o clima seco gera atraso no plantio. Segundo a Secretaria de Agricultura do país, 53% dos 15,9 milhões de hectares previstos para a safra foram plantados, contra 55% em igual intervalo de 2005. A produção é prevista em 41,3 milhões de toneladas, informou a Dow Jones Newswires. Ontem, os preços da soja subiram na bolsa de Chicago, com rolagens de posições e sob influência da queda do dólar e da alta das commodities de energia. O contrato para março subiu 5,25 centavos de dólar, para US$ 7,02 o bushel. No Brasil, a saca subiu 0,09%, para R$ 33,95, segundo o Cepea/Esalq.