Commodities Agrícolas
Correção técnica
Os contratos para janeiro do suco de laranja concentrados fecharam o pregão de ontem (30) na bolsa de Nova York com alta de 315 pontos, para US$ 2,0285 por libra-peso. Os papéis chegaram a atingir US$ 2,0325, o maior patamar desde 16 de novembro. Segundo analistas, a alta foi em grande parte uma correção técnica e não resultado de novos fundamentos. "Compras especulativas ao longo do dia puxaram o mercado para cima", disse um trader à agência de notícias Dow Jones Newswires. Os papéis para março subiram 150 pontos, para fechar a US$ 2,4050 por libra-peso. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústria fechou a R$ 13,12, acumulando uma variação de 0,46% nos últimos cinco dias, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Safra recorde na Índia
A Índia, segundo maior produtor de trigo, prevê para 2007 safra recorde de 80 milhões de toneladas, ante 69,4 milhões no ano anterior. Com isso, deixará de importar, informou a agência Bloomberg. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) previa que o país importaria 6 milhões de toneladas e produziria 68 milhões de toneladas no período. Na quinta-feira, os preços do trigo subiram nas bolsas de Chicago e Kansas, com compras por especuladores, influenciados pelo forte movimento de exportações americanas. Na bolsa de Chicago, o contrato para março subiu 10 centavos de dólar, para US$ 5,2150 por bushel. Em Kansas, o contrato para março subiu 8,75 centavos de dólar, para US$ 5,5025. No Paraná, o preço médio da saca recuou 0,18%, para R$ 27,83, segundo o Deral.
Moagem nos EUA
Relatório do Census Bureau dos EUA aponta aumento no esmagamento de soja do país de 13,8% em outubro ante mês anterior, para 4,85 milhões de toneladas. Em relação a outubro de 2005, houve aumento de 2,5%. No ano comercial 2006, encerrado em setembro, o país esmagou 52,4 milhões de toneladas, 1,2 milhão a mais que no ano anterior. Os preços da soja subiram ontem (dia 30) na bolsa de Chicago, com compras de especuladores em um movimento recuperação técnica. O contrato para março valorizou 4,25 centavos de dólar, para US$ 7,0025 por bushel. Segundo a Dow Jones Newswires, a alta nos preços de outros grãos e das commodities de energia também influenciaram a decisão dos fundos. No Brasil, a saca recuou 0,42%, para R$ 33,40, segundo o Cepea/Esalq.
Preço estável
Os preços pagos ao produtor pelo leite tipo C em novembro, referente às entregas de outubro, ficaram estáveis em relação ao mesmo período de 2005, segundo o Cepea/Esalq. A cotação média no país no mês foi R$ 0,5020 por litro. Em São Paulo, a média foi de R$ 0,5354, queda de 2%. No Rio Grande do Sul, houve valorização de 1,85%, para R$ 0,4658. Conforme o Cepea, no ano, a renda do produtor (deflacionada pelo IPCA) teve queda real de 13%. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) aponta crescimento na produção de 5,12% em outubro sobre setembro e de 1,3% nos dez primeiros meses do ano. A maior expansão no ano se deu no Rio Grande do Sul (14,5%). No Paraná, houve expansão de 0,82%. Houve queda na captação em Goiás (2,66%), São Paulo (1,94%) e Minas Gerais (1,48%).