Cesta básica sobe 4,39% em novembro
Para comprar os alimentos essenciais, soteropolitano teve que pagar R$140,48
O custo da cesta básica aumentou 4,39% no mês de novembro em Salvador, em comparação ao levantamento de outubro _ quando a cesta fechou em queda de 0,47%.
Para adquirir os alimentos essenciais, os soteropolitanos passaram a desembolsar R$140,48, contra os R$134,57 apurados no mês anterior. No acumulado dos nove meses do ano, a alta soma 3,14% e, nos últimos 12 meses, a elevação totaliza 4,38%. A tendência é de que, no fechamento de 2006, o aumento da cesta supere a previsão inflacionária de 2,28%, de acordo com o Índice de Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
“É um comportamento que, teoricamente, está sob controle”, afirmou a economista do Dieese na Bahia, Ana Georgina Dias. Ela explica que as maiores variações de preços, em novembro, foram verificadas na banana (20,51%), no tomate (19,18%) e no feijão (6,39%). No caso da banana, o aumento no preço foi influenciado pela doença sigatoka-negra, que afetou as plantações da fruta, enquanto a elevação do tomate foi conseqüência de efeitos climáticos.
Dos 12 itens que compõem a cesta básica, houve alta de preços em metade _ além da banana, tomate e feijão, ficaram mais caros carne bovina (1,92%), farinha de mandioca (1,53%) e leite (0,68%). Por outro lado, apresentaram queda de preço açúcar (-9,68%), café (-4,05%), manteiga (-1,99%), arroz (-1,27%) e pão-francês (-0,26%). O óleo de soja permaneceu com valor estável.
Das 16 capitais brasileiras investigadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica, houve forte elevação de preços em seis cidades: Curitiba (7,51%), Rio de Janeiro (7,40%), Porto Alegre (7,23%), Brasília (6,22%), Aracaju (6,19%) e Belém (6,15%). João Pessoa foi a única em que foi constata queda em novembro, de -0,74%, e Fortaleza apresentou a menor variação positiva, de 0,99%. No acumulado do ano, entre as dez capitais com alta no valor da cesta, os destaques ficaram com Florianópolis (3,28%) e Salvador (3,14%).
Na capital baiana, o custo da cesta básica para o sustento de uma família com quatro membros, sendo dois adultos e duas crianças, é de R$421,44, o que equivale a 1,2 vez o valor do salário mínimo (R$350). E, de acordo ainda com o estudo do Diesse, a menor remuneração do país deveria ser de R$1.613,08 no mês passado, para suprir as necessidades básicas do brasileiro, e não de R$350.
Tatiany Carvalho