Ibama diz que vai ampliar fiscalização
Ibama diz que vai ampliar fiscalização O gerente regional do Ibama, José Carlos Barreiros, disse que o órgão tem fiscalizado e que sempre atua quando recebe denúncias. Cita, como exemplo, o rastreamento de dois veículos, com placa de São Paulo, que deixaram a Chapada carregados com bromélias e orquídeas.
– Os veículos foram interceptados pelo Ibama em Minas Gerais – informou Barreiros, observando que “a fiscalização é apenas uma ferramenta. A conscientização é fundamental”. O órgão anuncia que vai intensificar ações, pois as espécies listadas na denúncia, estão na lista de extinção.
Poucas medidas têm sido realizadas para frear a prática criminosa do tráfico de orquídeas. Um dos maiores eventos nesse sentido é a feira e exposição realizadas, anualmente, na Praça Orlando Leite (Pracinha do Gil), em Vitória da Conquista (509 km de Salvador, no sudoeste).
O pesquisador Edmundo Silva começou a investigar em 1968, em sua região de origem – na transição das matas Atlântica e de cipó. Os primeiros frutos da pesquisa, já naquele ano, resultaram na descoberta de elementos andinos, cobiçados por botânicos de todo o mundo.
Ele “quebrou alguns gêneros” (linguagem técnica que consiste em descobrir em outra região uma espécie que, segundo os botânicos, jamais poderia florescer ali). Foi assim com a cattleya schilleriana, predominante do Espírito Santo, mas “quebrada o gênero” em Una, sul da Bahia, pelo pesquisador baiano.
De acordo com Silva, toda vez que sai a campo volta com uma novidade. Por isso tornou-se o “pai” das espécies cattleya silvana e aspasia silvana, dentre outras, reconhecidas oficialmente pelos altos escalões científicos da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP). “Se fosse registrar todas as minhas descobertas, seriam mais de 100 orquídeas e outro tanto de bromélias”, conclui.