Commodities Agrícolas
OIC prevê safra menor
A safra de café do Brasil, maior produtor mundial, pode recuar 20% em 2007/08 devido ao clima seco, disse Néstor Osorio, diretor-executivo da OIC (Organização Internacional do Café). "Houve problemas com o clima e as chuvas. Uma coisa é certa: a safra será inferior a 40 milhões de sacas. Será uma situação de arrocho para o mercado", disse Osorio à agência Bloomberg. Os preços do café têm subido devido à disparada da demanda mundial. Os grãos tipo arábica subiram 16%, enquanto os do tipo robusta subiram 20%. A produção mundial de café varia entre 105 milhões e 120 milhões de sacas por ano. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,2725 por libra-peso, alta de 305 pontos. Em São Paulo, a saca fechou a R$ 289,82, segundo o Cepea/Esalq.
Quebra na Austrália
A Austrália, a terceira maior exportadora mundial de trigo, manteve praticamente inalterada, em seu nível mais baixo dos últimos 12 anos, sua projeção para a atual safra, devido à seca, informou a agência Bloomberg. O país deverá produzir 9,7 milhões de toneladas de trigo em 2006/07, disse o Departamento Australiano de Economia Agrícola e de Recursos Naturais, volume 61% inferior ao ciclo 2005/06 (25 milhões de toneladas). Os preços do trigo aumentaram 53% este ano, puxados por preocupações de que a seca reduzirá a colheita da Austrália, dos EUA e da Ucrânia. Na bolsa de Kansas, os contratos do trigo para março fecharam ontem a US$ 5,3425 o bushel, com recuo de 3,25 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 27,70, segundo o Deral.
Sem direção
Os preços do suco de laranja encerraram a sessão de ontem na bolsa de Nova York sem direção definida. Enquanto os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 2,0425 por libra-peso, em alta de 15 pontos, os papéis para entrega em março de 2007 recuaram 85 pontos, para US$ 2,0295. Os resultados foram influenciados basicamente por fatores técnicos, mas independentemente das direções de ontem o mercado segue com as cotações em elevado patamar, em virtude dos persistentes e duradouros problemas de oferta de laranja da Flórida. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 13,71 na média do Estado de São Paulo, de acordo com levantamento diário realizado pelo Cepea/Esalq.
No rastro do milho
As cotações da soja encerraram a terça-feira em alta na bolsa de Chicago. O mercado abriu em baixa, com vendas especulativas, mas com a valorização do milho a direção mudou. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 6,6425 por bushel, com ganho de 5 centavos de dólar em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em março subiram 4,25 centavos de dólar e alcançaram US$ 6,7775. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires ressaltaram que ontem não foi um dia rico em novidades ligadas aos chamados fundamentos do mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão voltou a cair. A variação negativa foi de 2,17%, para R$ 32,08. No mês, a retração acumulada já chega a 3,95%.