Suínos devem retomar níveis de 2005 (Gazeta Mercantil)

11/12/2006

Suínos devem retomar níveis de 2005

 

A sanidade animal, que neste ano impactou negativamente as exportações brasileiras de suínos, poderá favorecer as vendas em 2007. A expectativa é que, se Santa Catarina, maior produtor nacional de suínos, conseguir o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Brasil poderá chegar ao mercado japonês. O Japão é maior consumidor mundial e pode ajudar a superar os níveis comercializados em 2005 - 625 mil toneladas - , antes da ocorrência de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Apenas com vendas para o Japão, o País pode aumentar em mais de 50% os embarques, acrescentado 300 mil toneladas ao que é comercializado atualmente com o exterior. Baseada nos números acumulados até novembro, a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs) projetou uma exportação de 534 mil toneladas para este ano, que representa uma redução de 14,56%. Os embargos às carnes brasileiras, impostos depois da febre aftosa foram determinantes para o mau resultado do período. "Não conseguimos recuperar o prejuízo do início do ano, quando todo o País estava fechado", diz Pedro de Camargo Neto, diretor-presidente da Abipecs. Segundo ele, a Rússia controlou a oferta através da sanidade, liberando em maio as exportações do Rio Grande do Sul e posteriormente de Mato Grosso. Com a retomada parcial dos embarques, nos últimos meses, o setor vem em linha ascendente nos envios de carne suína para o exterior. Pelo segundo mês consecutivo, em novembro, as exportações acumularam alta. Em novembro, o setor embarcou 52,5 mil toneladas, volume 25,8% superior ao registrado no mesmo período de 2005. Em receita o resultado foi ainda melhor: US$ 103,3 milhões, valor 33,1% maior que o de novembro do ano passado. No acumulado do ano, foram embarcadas 484 mil toneladas, 15,5% menos que entre janeiro e novembro de 2005, somando US$ 953,2 milhões ou 12,3% menos que a receita do mesmo período do ano passado. As perspectivas para o futuro são promissoras, segundo Camargo Neto. "Estamos muito próximos de ter acesso aos maiores mercados importadores de carne suína", diz. Ele acredita que, se o País mantiver os embarques de 50 mil toneladas por mês, ao final do próximo ano estará repetindo os números de 2005. No entanto, se houver a mudança de status sanitário em Santa Catarina, as perspectivas são mais otimistas, com a possibilidade de abertura dos mercados do Japão, México e Chile. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Neila Baldi)