Finep vai financiar R$ 80 milhões para reduzir aquecimento global (Valor Econômico)

13/12/2006

Finep vai financiar R$ 80 milhões para reduzir aquecimento global

 

 

A Finep, uma das principais fontes de financiamento de pesquisas no país, anunciou ontem que irá aplicar até 2009 cerca de R$ 80 milhões em projetos científicos que contribuam para a redução do efeito estufa - e, conseqüentemente, para o superaquecimento do planeta. Agropecuária e energia são consideradas as áreas com maior potencial. 


O foco da Finep, ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, está nos projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), previsto pelo Protocolo de Kyoto e por meio do qual os países desenvolvidos investem em projetos de redução de gases poluentes em países em desenvolvimento para compensar suas próprias emissões. 


"Resgatamos uma área que a Finep trabalhou bastante no passado, sobretudo para a viabilidade das hidrelétricas", afirmou Odilon Marcuzzo do Canto, presidente da Finep. "Estamos criando linhas alternativas de financiamento com o Pró-MDL", acrescentou, lembrando o novo contexto ambiental advindo do aquecimento do planeta. 


A partir de janeiro duas linhas de financiamento estarão disponíveis: uma para pré-investimentos e outra para a execução dos projetos. A primeira envolverá R$ 32 milhões para o período de 2007 a 2010 e será destinada a toda a fase que antecipa a realização de um projeto para a comercialização dos créditos de carbono - estudos de inventário, viabilidade técnica e econômica do investimento, projetos ambientais, etc. Esta linha é especialmente atraente já que o início dos projetos é um dos principais problemas devido ao alto custo. 


A segunda linha de apoio, de R$ 21 milhões, será voltada à execução e o aprimoramento de tecnologias para a redução dos gases poluentes. Ambas têm como taxa a TJLP mais 5%. Há também uma linha, de R$ 24 milhões, destinada a projetos desenvolvidos em parceria com instituições científicas e universidades. 


A Finep participa com até 90% do valor do projeto e a empresa tem sete anos para amortização. 


"Como é há incertezas, já que você não sabe se o projeto vai sair como se previu, o mercado trabalha com um deságio de até 60% ", afirma Canto. "Com essa linha de financiamento, o executor do projeto pode negociar muito melhor o preço do carbono", conclui o presidente da Finep. 


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