O semi-árido e o cacau são nossas maiores prioridades (A Tarde)

14/12/2006

O semi-árido e o cacau são nossas maiores prioridades

 

A política agrícola executada pelo governo da Bahia tem seu foco centrado no agronegócio, os grandes empreendimentos. Pescadores artesanais e os que vivem da agricultura familiar estão praticamente alijados. Essa é avaliação da equipe de transição designada pelo governador eleito, Jaques Wagner. O homem que tem a responsabilidade de virar o jogo, mantendo os setores que são produtivos e incluindo os que estão esquecidos, como pretende o futuro governo, é Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna, deputado federal eleito em outubro último. Ele sabe que tem pela frente imensos desafios, a começar pelos salários aviltados de funcionários públicos como agrônomos e veterinários, que com o arrocho dos últimos 16 anos recebem em torno de R$ 1,2 mil. Instituições como a Empresa Bahiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) estão com veículos e computadores sucateados e ainda por cima são reféns de um alto passivo trabalhista que resulta em sucessivos seqüestros de verbas.

Nesta entrevista ao repórter Levi Vasconcelos, Geraldo Simões diz o que pretende fazer para vencer os seus desafios, entre eles, a busca de uma solução defintiva para a profunda e duradoura crise que castiga os produtores de cacau, fustigados por vultosas dívidas bancárias, e também lutar para sensibilizar o governo federal a atender a grande reivindicação dos produtores de soja do oeste baiano, que clamam pela construção da infra-estrutura que vai facilitar o escoamento da produção.

A TARDE | O que vai acontecer com a agricultura baiana a partir do governo Wagner? GERALDO SIMÕES | A determinação do governador é melhorar a produtividade dando todo apoio ao agronegócio, mas trabalhar também com a agricultura familiar.

Hoje, a estruturação, o foco da Secretaria da Agricultura, a atenção dispensada à agricultura é muito pouca. Daremos atenção especial ao semiaacute;rido e a lavoura do cacau. Em linhas gerais vamos trabalhar dessa maneira.

AT | Na questão do agronegócio há grandes empreendimentos, como a carcinocultura (criação de camarão). O que se pretende nessa área? GS | Olha, nós temos um problema apontado pelo grupo que trabalha na transição, que é o das empresas Elas estão desaparelhadas.


 

 

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