Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

19/12/2006

Commodities Agrícolas

 

De olho na Índia

Sojicultores dos EUA, Brasil, Argentina e Paraguai assinaram, na sexta-feira, um acordo de cooperação para promover na Índia a soja produzida nas Américas. Segundo a Aprosoja (que reúne produtores do Mato Grosso), a economia indiana cresce 10% ao ano. O consumo per capita de óleo na Índia é de 2 quilos ao ano, quando a média mundial é de 5 quilos. Ontem, os preços da soja recuaram na bolsa de Chicago, com vendas por fundos, que tradicionalmente realizam ganhos nesta época do ano. O contrato para março recuou 9,25 centavos de dólar, para US$ 6,63 por bushel. A queda nos preços do milho também funcionaram como fator de pressão à soja, informou a Dow Jones Newswires. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos recuou 0,03%, para R$ 31,69. 


Exportação lenta

Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem, nas bolsas americanas, pressionados pelas baixas exportações americanas do cereal e pelo recuo das cotações dos grãos. Em Kansas, os contratos para maio encerraram a US$ 5,07 o bushel, com recuo de 6 centavos. Em Chicago, os contratos de maio fecharam a US$ 4,9475 o bushel, com baixa de 6,25 centavos. Na Argentina, a colheita de trigo da safra 2006/07 avançou na semana passada, favorecida pelo clima, segundo a Secretaria de Agricultura daquele país para agência Reuters. Até a semana passada, 51% da colheita estava concluída, nove pontos percentuais acima do mesmo período de 2005/06. A safra é estimada em 13,6 milhões de toneladas. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 26,52, segundo o Deral. 


Máxima em 15 dias

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem, na bolsa de Nova York, alcançando a maior cotação das duas últimas semanas. Os contratos para março fecharam a 12,03 centavos de dólar por libra-peso, alta de 53 pontos. Foi o maior fechamento do açúcar para um primeiro contrato desde os 12,26 centavos registrado em 1º de dezembro. Os contratos para maio encerraram a 11,80 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 53 pontos. "Estamos tentando ver se podemos ficar acima de 12 centavos nos papéis de março", disse um operador à Reuters. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 36,83, com variação negativa de 0,24% em relação a sexta-feira, segundo indicador Cepea/Esalq. No mês, a alta acumulada é de 1,04%. 


Realização de lucros

Os preços futuros do suco de laranja recuaram ontem na bolsa de Nova York, devido a um movimento de realização de lucros por fundos, iniciado na semana passada, informou a Dow Jones Newswires. O contrato para março recuou 120 pontos, para US$ 2,0055 por libra-peso. A participação dos especuladores nas posições compradas era de 19,7% até o dia 12, contra 31,8% na semana anterior. Analistas disseram que o movimento de vendas é resultado não só das realizações típicas de fim de ano, mas deve-se também ao menor interesse de especuladores pela commodity, após o governo americano elevar a previsão da safra da Flórida em 5 milhões de caixas, para 140 milhões. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco saiu a R$ 14,36, segundo o Cepea/Esalq.