Exportação impulsiona Wolf Seeds

26/12/2006

Exportação impulsiona Wolf Seeds

 

 

As sementes brasileiras para produção de pastagens conquistaram novos mercados neste ano. A Wolf Seeds do Brasil, empresa de capital holandês com sede em Ribeirão Preto (SP), encerra 2006 com um incremento de 85% nas exportações de sementes de forrageiras para pastagens, com um embarque de 4,55 mil toneladas. 


De acordo com Adilson Cresta, diretor-geral da empresa, a expansão deve-se à ampliação dos mercados em que atua. Neste ano, a Wolf Seeds passou a exportar para mais dez países, e agora atende 45 países - a maioria deles da América do Sul e América Central. "As sementes produzidas no Brasil são de alta qualidade e vêm sendo reconhecidas pelos clientes internacionais", afirma Adilson Cresta. 


Graças à expansão nas vendas externas, a empresa obteve neste ano um crescimento de 75% na receita, que é mantida em sigilo pelo grupo. As vendas externas corresponderam a dois terços do volume comercializado pela empresa. Em 2005, elas respondiam por metade das vendas. "A expectativa para 2007 é consolidar esses mercados e crescer 30% ou mais no exterior", afirma Cresta. Segundo o diretor, as vendas de sementes de forrageiras e leguminosas cresceram "pouco" no mercado interno, mas ele não informou o percentual. A meta para 2007 é ampliar as vendas internas em torno de 20% sobre as 2,45 mil toneladas deste ano. 


Em 2006, a empresa iniciou um trabalho de atendimento direto aos pecuaristas. Para isso, formou uma equipe de 100 representantes comerciais que atenderam a produtores com áreas de pastagens superiores a 1 mil hectares. 


"Investimos no trabalho de assistência ao produtor e a previsão é que a nossa performance no mercado brasileiro melhore nos próximos dois ou três anos", diz Cresta. 


A Wolf Seeds atuava em leguminosas e tinha como principal produto sementes de batatas. Há três anos, a empresa adquiriu a marca Naterra, que existe há 30 anos no Brasil. As sementes são produzidas em sistema de parceria por um grupo de 80 produtores e são beneficiadas em Ribeirão Preto. 


De acordo com Adilson Cresta, a empresa lança em 2007 um mix de 12 a 14 variedades de forrageiras para adubação verde nas áreas de rotação de cultura da cana-de-açúcar e do café. Esse "coquetel de plantas", segundo ele, repõe mais nutrientes que outras culturas, como girassol e amendoim, que normalmente são utilizados no sistema de rotação do solo.