Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

27/12/2006

Commodities Agrícolas

 

À espera da China

Os preços do algodão registraram forte alta ontem na bolsa de Nova York, com compras por especuladores, que aguardam novas altas nos próximos dias com as definições da China para importação da pluma. O país é o maior produtor e importador de algodão e o principal cliente dos EUA, informou a Dow Jones Newswires. Em janeiro, a China flexibilizará as regras para importação de algodão. Hoje o país cobra tarifa de 5% sobre o valor do produto importado acima do valor de referência e taxa de 40%, se o preço for inferior aos 13 mil yuans por tonelada. Ontem, o contrato para maio subiu 81 pontos, para 57 centavos de dólar por libra-peso, a maior cotação desde setembro. No Brasil, o preço médio da pluma ficou estável em R$ 1,3478 por libra-peso, segundo o Cepea/Esalq. 


Fundos impulsionam

Os preços futuros do trigo negociados na bolsa de Kansas encerraram o pregão com alta, acompanhando os movimentos da soja e do milho. "Estamos vendo US$ 2 entrarem para US$ 1 que sai", disse Roy Huckabay, vice-presidente-executivo do The Linn Group, de Chicago. Os contratos para março subiram 2 centavos, para US$ 5,20 o bushel, enquanto os de maio subiram 5,25 centavos e fecharam a US$ 5,27. Segundo traders, a entrada de fundos de investimentos no mercado de grãos continua a impulsionar os preços, que só não subiram mais devido à demanda contida. No mercado doméstico, a cotação média da saca de 60 quilos do trigo foi de R$ 26,44, com variação negativa de 0,08%, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab). 


Alta de quase 2%

Os contratos futuros do café arábica negociados na bolsa de Nova York subiram quase 2% ontem, encerrando a sessão perto das máximas do dia, com compras de investidores locais e pequenos fundos. Os papéis para março ganharam 230 pontos e fecharam a US$ 1,2770 por libra-peso, após serem negociados entre US$ 1,2525 e US$ 1,2810. Os contratos de maio avançaram o mesmo e fecharam a US$ 1,3070 por libra-peso, após terem sido negociados entre US$ 1,2810 e US$ 1,3100. "Não é surpreendente que esteja tranqüilo próximo às festas de fim de ano, às vezes com variações exageradas por conta disso", disse um operador. No mercado interno, a saca de quilos fechou a R$ 293,34, com variação de 1,04% em relação ao última pregão, segundo o Cepea/Esalq. 


Dendê influencia

Os preços futuros da soja subiram ontem na bolsa de Chicago, seguindo a alta nas cotações do óleo de soja e do milho. Segundo a Reuters, o mercado sofreu influência da alta nos preços do óleo de palma da Indonésia, por conta dos riscos de que as enchentes no país paralisem a produção. O contrato de óleo de soja para março subiu 48 centavos de dólar, para 29,32 centavos de dólar por libra-peso. O contrato de soja em grão para março subiu 12,25 centavos de dólar, para US$ 6,8650 por bushel. A volta do feriado de Natal provocou um movimento de compras técnicas em quase todos os mercados de commodities, segundo a agência. A agência Meteorlogix prevê chuvas no Brasil e na Argentina, favorecendo as lavouras. O indicador Cepea/Esalq para a saca subiu 0,73%, para R$ 31,89.