Agronegócio baiano ganha mais participação econômica
Setor elevou a participação média no PIB para 31% e alcançou uma produção de R$ 15,3 bilhões em 2006
O agronegócio baiano é um dos segmentos econômicos que apresentaram, nos últimos anos, as maiores e mais rápidas transformações vivenciadas pela economia do estado. Nos planos nacional e regional, a ótima performance do setor agrícola da Bahia teve, também, imediatas e importantes repercussões, o que lhe valeu posições destacadas no ranking brasileiro e nordestino.
No período 2003-2006, o agronegócio baiano manteve uma contribuição média de 31% no PIB total do estado, sendo que, em 2003, houve recorde de participação de quase 33%. Segundo a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), apesar da grave crise que assolou o agronegócio nacional durante os últimos três anos, o Valor Bruto da Produção Agropecuária baiana (VBP), em 2006, foi de R$15,3 bilhões. As lavouras foram afetadas mais fortemente, diferentemente da produção animal, que teve índices de crescimento consideráveis.
O secretário da Agricultura, Pedro Barbosa, destaca entre os grandes saltos do setor durante os últimos quatro anos o avanço na sanidade agropecuária. "Esse avanço criou vantagens competitivas muito importantes para o estado, pois hoje não há como produzir com competitividade e exportar para melhores mercados sem a garantia da sanidade dos produtos. Além da erradicação da febre aftosa, a Bahia está hoje livre de várias doenças e pragas que atacam os rebanhos e as lavouras", diz.
A vitalidade do agronegócio baiano também pode ser medida pelo desempenho da sua balança comercial. Em 2003, as exportações baianas totalizaram US$ 957 milhões, saltando, em 2005, para US$ 1,55 bilhão, um crescimento de 60%, em apenas três anos e estabelecendo a melhor marca dos últimos 11 anos. No ano de 2005, a Bahia contribuiu com 3,6% das exportações do agronegócio brasileiro e quase 40% de todas as exportações do segmento da região Nordeste. As exportações baianas do setor representaram, em média, no período 2003-2006, 27% das exportações totais do estado.