Produção de sementes ilegais será fiscalizada com satélite
Inicialmente, as zonas de plantio de soja serão supervisionadas pela observação dos totens de irrigação de pivô central na estação seca.
“Economicamente, não é viável produzir soja nessa época. Para completar, o Ministério da Agricultura determinou que, no período seco, não seja plantada soja irrigada, por causa da proliferação do fungo causador de ferrugem asiática”, detalha para A TARDE Rural Ronaldo Andrade, gerente de sementes e mudas da Embrapa Transferência de Tecnologia.
Identificadas as áreas de plantio irregular, a Embrapa acionará os técnicos do Ministério da Agricultura, que realizarão a fiscalização no local.
O Estado de Tocantins será um dos principais focos dos satélites. A unidade Cerrados da Embrapa é parceira do projeto, refinando a tecnologia. Um dos desafios, segundo a Embrapa, será separar o plantio de feijão do de soja.
A produção ilegal de sementes é uma das principais ameaças à indústria de sementes do País, de acordo com o pesquisador. "Quando se deixa de comprar uma semente produzida dentro do marco legal do Ministério da Agricultura, cai a produtividade e se pode levar para dentro da lavoura doenças, pragas e ervas daninhas. A legislação existe para proteger o consumidor”, lembra o pesquisador.
Em artigo publicado no Anuário 2006 da Associação Brasileira de Sementes e Mudas, especialistas prevêem que o uso de sementes piratas pode provocar a perda de mercado, diminuição da produtividade e da qualidade dentro de cinco anos.