Bahia fecha 2006 com US$6,8 bi em exportações

11/01/2007

Bahia fecha 2006 com US$6,8 bi em exportações

  Crescimento de 13,1% em relação ao resultado apurado no ano passado configura recorde histórico
  

 

As exportações baianas registraram recorde histórico de US$6,8 bilhões em 2006, volume 13,1% maior que o verificado no ano anterior. As importações atingiram a marca de US$4,5 bilhões - cerca de 35% superior ao obtido em 2005, resultando num saldo da balança comercial de US$2,3 bilhões. Os números, divulgados ontem, pelo Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia, mostram também que as exportações da Bahia representam quase 60% do montante contabilizado em toda a região Nordeste (cerca de US$11,62 bilhões) e consolidam o estado como sexto maior comércio externo do país.


Na avaliação do gerente de estudos e informações do Promo, Arthur Souza Cruz, os bons resultados das vendas baianas para fora do país foram impulsionados pelos preços em alta de commodities, principalmente dos minerais, e pela manutenção do ritmo de crescimento da economia mundial em 2006, com destaque para a americana e chinesa.


“A elevação no preço das commodities compensou até mesmo a redução no volume embarcado. Além disso, a ampliação de indústrias e a chegada de novos empreendimentos trouxeram para o estado mais produtos de consumo final, com maior valor agregado, que também foram determinantes para o ótimo desempenho nas exportações”, destaca o executivo.


Souza Cruz ressalta que, em 2006, os preços voltaram a influenciar significativamente o aumento das exportações, já que o volume embarcado vem caindo em função do câmbio e da restrição à expansão da oferta no mercado interno. Os preços internacionais das commodities exportadas pelo estado, principalmente as minerais (cobre, ouro, platina, resíduos de metais preciosos e magnesita, dentre as principais), responderam por 64,8% do incremento total das exportações baianas no ano passado. “Esse cenário de preços aquecidos vem compensando, para vários setores exportadores, a valorização do real, assegurando a continuidade do dinamismo ao setor externo no próximo ano”, comenta.


O destaque das exportações baianas no ano de 2006 ficou com o setor metalúrgico, com crescimento de 78% e vendas de US$1 bilhão, puxado pelo negócio do cobre (catodos, fios e resíduos). Entretanto, a liderança permanece com o setor químico/petroquímico, com 20% de participação nas exportações totais da Bahia, vendas de US$1,35 bilhão e crescimento de 17,2%. Outros setores importantes dentro dos resultados das vendas externas do estado são o automotivo (crescimento de 5,6% e vendas de US$920,6 milhões) e papel e celulose (vendas de US$715,4 milhões e incremento de 64,7%), além de mineral e borracha.


Os Estados Unidos foram o maior destino dos produtos baianos em 2006. Para lá, a Bahia exportou US$1,2 bilhão em 2006, o que representa um crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior. Mas esse crescimento foi menor do que o das vendas para a União Européia, que cresceram 22,8%, passando a ser o principal destino para os produtos do estado em termos de bloco econômico. A Argentina vem em segundo lugar, com compras de US$789,3 milhões, seguida pelo México (US$586,3 milhões). As Bahamas, em função das compras de petróleo, aparecem em quarto, à frente dos Países Baixos, Bélgica, China e Itália.


As maiores empresas exportadoras em 2006 foram a Petrobras, com vendas na ordem de US$1,14 bilhão, Ford Nordeste, com US$913,6 milhões, Caraíba Metais (US$857,6 milhões), Braskem (US$578,7 milhões) e Veracel Celulose (US$350,2 milhões).


Em todo o país, as vendas externas chegaram a US$137,471 bilhões. As importações alcançaram US$91,394 bilhões, resultando num saldo positivo de US$46,077 bilhões.
Em relação às importações baianas, o maior incremento foi de bens de consumo duráveis, com variação de 127% e participação de 10,2% do volume total de compras. O setor de bens intermediários liderou o volume importado, com US$2 bilhões e crescimento de 56,2%. O setor de bens de capital, que sinaliza mais investimentos e modernização na economia, cresceu 31,1% no ano, atingindo US$992,5 milhões.


O Chile, por conta das importações de minério de cobre pela Caraíba Metais, é o principal fornecedor do estado, com um crescimento de 119,1% e US$915,7 milhões em vendas para a Bahia até novembro, seguido por Argentina, EUA, Argélia, México e China.