A tecnologia domina o mundo, não mais o canhão
De que adianta um país universalizar a educação fundamental se apenas 9% desse contingente chegará ao ensino superior? É o que hoje acontece com o Brasil. Para reduzir o fosso das desigualdades, o novo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, afirma que sem conhecimento e tecnologia não se faz desenvolvimento econômico nem mudança social.
Por isso, diz que sua administração à frente da Secti (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação) se norteará pela adoção de ações que possibilitem oportunidades iguais para todos os segmentos da sociedade, inclusive os que ainda estão à margem do processo. Nesta entrevista aos jornalistas Fabiana Mascarenhas e Cláudio Bandeira, o secretário ressalta a necessidade de criar um terreno propício para estimular os talentos juvenis que estão na escola pública. “Vamos criar um mecanismo para estimular os novos talentos, até porque os futuros doutores serão eles”. Ele defende ainda que o sentido da escola não é distribuir certificado, “mas desenvolver as habilidades e potencialidades de cada um para que ela possa dar um retorno à sociedade”.
Ildes Ferreira destaca que a orientação do governador Jaques Wagner é a de criar os espaços necessários para que todos os segmentos sociais sejam contemplados, participando das oportunidades que o Estado precisa criar para que avancem a ciência e a tecnologia. “Nós queremos ampliar a perspectiva no campo da tecnologia social e poder levar a tecnologia para o agricultor familiar, para o pequeno empreendedor, para os microempresários”, resume.