Desembolsos na Bahia atingem R$3 bi
A Bahia foi o principal destino, entre os demais estados do Nordeste, dos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2006, com um volume contabilizado da ordem de R$3 bilhões, o equivalente a 62,5% dos R$4,8 bilhões destinados a toda região. O montante liberado no estado foi ainda superior ao observado em 2005, que havia ficado em R$2,170 bilhões. Somente a indústria de transformação baiana respondeu por R$1,8 bilhão do valor desembolsado no ano passado, contra R$1,260 bilhões do exercício anterior.
Segundo dados apresentados pelo BNDES, o destaque no cenário estadual ficou com a área de papel e celulose, que absorveu quase 60% (R$1,370 bilhões) dos R$2,3 bilhões liberados para o setor no país, desempenho acima dos R$725 milhões apurados no balanço de 2005. Incremento que no campo industrial atingiu ainda o segmento de borrachas e plásticos, que saltou de R$58 milhões para R$115 milhões. As liberações no território baiano registraram crescimento também no ramo de comércio e serviços, passando de R$595 milhões para R$905 milhões.
Apesar desse quadro, alguns setores estaduais apresentaram uma performance negativa, a exemplo da atividade agropecuária, cujo desembolso caiu de R$176 milhões em 2005 para 110 milhões no ano analisado, contexto motivado pela crise na agricultura nacional.
Os números divulgados pelo banco revelam que a ampliação dos investimentos na Bahia tem acompanhado o levantamento em âmbito nacional. Nesse quesito, os desembolsos do BNDES no país atingiram o patamar recorde de R$52,3 bilhões, um incremento de 11,3% em relação aos valores liberados no ano anterior (R$47 bilhões). As aprovações (R$74,3 bilhões) foram 36% superiores aos R$54,5 bilhões observados no último intervalo. No campo industrial, o aumento foi de 16%, com R$27,2 bilhões, atuação positiva que alcançou também o setor de comércio e serviços (R$3,7 bilhões), com alta de 56%. Entretanto, no caso da agropecuária, a instituição também observou um recuo de 16% (R$3,4 bilhões), dado que contrasta com a expansão no segmento de infra-estrutura, onde o fluxo liberado passou de R$9,2 bilhões para R$9,4 bilhões.
Entre os principais resultados desse balanço, está o ramo químico e petroquímico, cuja elevação no volume desembolsado no país foi de 92%, ficando em R$2,5 bilhões. Já as liberações para o setor de metalurgia aumentaram 43%, em função, principalmente, do fortalecimento no apoio aos programas de expansão da capacidade, modernização e construção de unidades industriais. Em termos de financiamento, os destaques do ano ficaram com os grandes projetos nas áreas de papel e celulose, telecomunicações, siderurgia, gás e ferrovias, cujos investimentos tiveram como alvo ações de expansão da produção.
Dentre os destinos desses recursos estão a Suzano Bahia Sul (R$2,4 bilhões), Telemar (R$2,4 bilhões), Brasil Telecom (R$2,1 bilhões), Klabin (R$1,7 bilhão), Projeto Gasene (R$1,36 bilhão), ALL (R$1,1 bilhão), Transnordestina (R$900 milhões), Usiminas (R$900 milhões), Refap (R$852 milhões), CST/Tubarão (R$719,4 milhões). Recorde também na parte de exportação, onde o desembolso chegou a US$6,37 bilhões, performance 9% superior aos US$5,86 bilhões verificados anteriormente, onde o financiamento às exportações de bens de capital responderam por 62% do total desembolsado.