Milho ocupou pouco espaço nas vendas baianas em 2006

15/01/2007

Milho ocupou pouco espaço nas vendas baianas em 2006

As negociações comerciais baianas com o mercado do exterior, em 2006, registraram um crescimento de 21%, comparadas ao ano anterior, segundo os dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), no começo da semana passada.
Os números, envolvendo compras e vendas, somaram US$ 11,3 bilhões. Foram US$ 6,8 bilhões em exportações e US$ 4,5 bilhões em importações, conforme divulgou o Promo, sociedade civil sem fins lucrativos ligada à Secretaria da Indústria, Comércio eMineração do Estado, como recorde histórico.
O setor químico e petroquímico, com 20% de participação nas exportações totais da Bahia, vendeu US$ 1,35 bilhão, enquanto o agronegócio, que enfrentou estiagem nas principais regiões produtoras e a descapitalização de produtores, apresentou baixo desempenho, e o milho nem apareceu na listagem do Promo, um reflexo da queda na produção. Em 2004, a Bahia colheu 1,610 milhão de toneladas e, em 2005, caiu para 1,529 milhão, e redução, também, na área.
A diminuição na área cultivada foi em todo o País, informa a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), dando conta que poderá poderá ser de 1,4% na primeira safra, embora a produção nacional deva registrar um volume 6,9% maior no total da safra 2006/2007.
No oeste da Bahia, as perspectivas, no entanto, são positivas para a próxima safra, com indicação de uma pequena elevação na área de plantio, segundo informe da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). A projeção é de um acréscimo pouco acima dos 40 mil hectares, com uma produção abaixo de mil toneladas.
Os produtores estão confiantes nos preços, no momento R$ 20,75 a saca (60 kg), e a expectativa é de que a taxa de câmbio fique entre R$ 2,15 e R$ 2,20 por dólar em meados de abril, época da colheita.