Commodities Agrícolas

16/01/2007

Commodities Agrícolas

 

Escassez de refinado

A oferta de açúcar refinado "tende a revelar-se apertada" em 2007 devido ao descompasso entre a entrada em operação de nova capacidade de produção da União Européia e as reduções das exportações do produto no bloco, informou a trading Czarnikow à agência Bloomberg. A UE está se tornando um importador líquido de açúcar depois que o Brasil saiu vitorioso no contencioso na Organização Mundial de Comércio (OMC) em 2005, quando questionou os subsídios do bloco aos seus produtores. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam ontem a US$ 320,50 a tonelada, alta de US$ 0,50. A bolsa de Nova York não operou devido ao feriado de Martin Luther King. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 37,09, segundo o Cepea/Esalq. 


Exportação brasileira

Em 2006, o Brasil exportou 3,92 milhões de toneladas de milho, segundo dados da Secex citados pela Céleres. No ano anterior, o país havia exportado 1,057 milhão de toneladas. Conforme a Céleres, o volume de 2006 é o terceiro maior já exportado pelo Brasil. Na China, os preços do milho dispararam ontem diante da preocupação com a crescente demanda. Os contratos para entrega em maio subiram 63 yuans, ou 3,9%, fechando a 1.676 yuans (US$ 215) a tonelada na Bolsa de Dalian. Em São Paulo, a saca ficou em R$ 25,30, queda de 0,52%, segundo o Cepea/Esalq. Na BM&F, o mercado futuro de milho bateu recorde histórico de volume ontem. Foram negociados 2.229 contratos, segundo a bolsa A marca anterior, 2.119 contratos, havia sido registrada em 10 de março do ano passado. 


Alta em São Paulo

O índice da RC Consultores, que capta o comportamento de preços de uma cesta de 17 produtos agrícolas no atacado paulista, registrou alta de 2,1% na semana passada em relação à semana anterior, quando o indicador apontou uma queda de 1,5%. Conforme o levantamento da RC, houve alta nos preços de tomate (89,3%), batata (21,7%), soja (3,9%), milho (1,4%), carne bovina (0,6%) e açúcar (0,6%). Os preços do leite tipo B, leite tipo C, laranja, trigo, feijão, frango, algodão e café ficaram estáveis. Desvalorizaram os preços de ovos (6,6%), carne suína (4,4%) e arroz (2,8%). No mês, o índice RC de Preços Agrícolas acumula queda de 0,6% em comparação com o patamar médio de dezembro de 2006. Em relação a janeiro do ano passado, o índice apresenta alta de 17,4%. 


Mercado interno firme

Os preços do café no mercado interno seguem firmes. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 282,58, com elevação de 0,22% sobre sexta-feira, de acordo com o índice Cepea/Esalq. A demanda por café do leilão realizado pelo governo federal foi grande. Das 40 mil sacas ofertadas no último dia 10, foram vendidas 100%. O maior preço pago foi de R$ 235 por saca e o menor valor foi R$ 232 por saca, do café estocado no Paraná. A colheita de café robusta no país começa a partir de maio, nos Estados do Espírito Santo, maior produtor brasileiro, e em Roraima. A colheita do arábica ocorre a partir de julho no resto do país. Na bolsa de Londres, os contratos do grão para março fecharam inalterados ontem em US$ 1.546 a tonelada. A bolsa de Nova York não operou ontem devido ao feriado de Martin Luther King.