Participação da Bahia no PIB nacional cresce de forma contínua

16/01/2007

Participação da Bahia no PIB nacional cresce de forma contínua

 

Desenvolvimento reduz a distância do estado em relação às economias mais avançadas do eixo Sul/Sudeste

 

A Bahia vem registrando um aumento continuado da sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que passou de 4,4% para 5%, entre 2001 e 2005. Caso sejam mantidas as previsões, o resultado de 2006 deve representar não só um aumento na participação do estado na soma de todas as riquezas produzidas pelo país, como reduzir o hiato da Bahia em relação às economias mais desenvolvidas do eixo Sul/Sudeste.

A estimativa é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), que calculou a previsão de aumento do PIB do estado a partir do fechamento dos índices do ano passado.

"Essa taxa se manifesta sobre uma base de cálculo já elevada, mas percebemos que há uma tendência de desaceleração no crescimento, uma vez que o aumento da produção não sustenta o mesmo ímpeto dos anos anteriores, uma vez que em 2004 a taxa foi de 9,6% e em 2005, de 5%", avaliou o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis. Segundo ele, a economia baiana como um todo deve registrar um crescimento de 3% em 2006.

Entre os setores de atividade, o segmento industrial apresentou um bom desempenho no ano passado e deve se configurar mais uma vez como o principal destaque da economia baiana, sobretudo pelos bons resultados da indústria de transformação e da construção civil – cerca de 4% e 7%, respectivamente, fruto da política de atração de investimentos implementada até então.

Já a agropecuária se destaca por apresentar o pior resultado dos últimos sete anos, devendo fechar 2006 com uma queda de aproximadamente 5%. Esta foi a causa direta da diminuição na tendência de crescimento global da economia baiana.

O motivo específico foi a queda da produção agrícola em 7,2%, devido a fatores climáticos, bem como da descapitalização dos agricultores, principalmente aqueles que têm seus produtos vendidos para o mercado externo.

As quedas mais expressivas (em função da importância econômica de cada lavoura) ocorreram na produção de soja (17,1%), milho (31,5%), feijão (27,9%), mandioca (4,5%) e algodão (1,4%)

Vale ressaltar que os números ainda não são definitivos, podendo haver pequenas alterações após o fechamento de todos os resultados dos estados em convênio com o IBGE.

A estimativa para o PIB de 2006 leva em consideração uma perspectiva de desempenho do quarto trimestre melhor do que o registrado em 2005, motivado pelos bons desempenhos da construção civil e forte incremento da atividade comercial. Levando em consideração os últimos 12 meses (outubro/2005-setembro/2006), o PIB da Bahia acumula uma expansão de aproximadamente 1,9%.

Setor industrial

Após a retração de 1% do PIB no segundo trimestre de 2006, em relação a igual período do ano anterior, a economia baiana voltou a apresentar resultado positivo de 0,9% no terceiro trimestre de 2006.

O setor industrial baiano vem sustentando resultados positivos há 11 trimestres consecutivos. No terceiro trimestre de 2006, porém, o avanço de 1,5% foi bem inferior às taxas dos dois trimestres anteriores: 4,8%, no segundo, e 3,9% no primeiro.

A perda de dinamismo é explicada, sobretudo, por três atividades industriais importantes na estrutura industrial do estado: refino de petróleo e produção de álcool, que passou de um crescimento de 6,9% no segundo trimestre para uma retração de 1,5% no terceiro; metalurgia básica (de 23% para apenas 5,1%), e celulose e papel, que cresceu em menor intensidade (de 36,9% para 16,1%).

Reflexo imediato da retomada das obras do metrô de Salvador e de ações implementadas no interior, a construção civil, que absorve uma elevada quantidade de mão-de-obra, voltou a apresentar expansão, com crescimento de 6% no terceiro trimestre de 2006.

No acumulado do ano, o segmento acumula uma taxa de 7,3%. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a construção civil, entre janeiro e setembro de 2006, criou cerca de 4.029 empregos com carteira assinada na Bahia.