Commodities Agrícolas

18/01/2007

Commodities Agrícolas

 

Milho puxa

Os preços futuros da soja fecharam com forte alta no mercado internacional, impulsionados pelos ganhos do milho. Os maiores preços alcançados pelo milho nos últimos 10 anos encorajaram os produtores americanos a plantar o grão em detrimento de outras culturas. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 4,19 o bushel, com alta de 5,25 centavos. As previsões climáticas para as regiões produtoras da América do Sul, sobretudo Brasil e Argentina, indicam clima favorável. A boa expectativa de produção na América do Sul e os estoques americanos do grão vão garantir boa oferta para 2006/07. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja encerrou a R$ 32,25, com alta de 0,37%, segundo o Cepea/Esalq. 


Grãos impulsionam

Os contratos futuros do trigo fecharam em alta ontem, na esteira do bom desempenho do milho e cobertura de posições. Na bolsa de Chicago, a commodity fechou com alta de 13 centavos de dólar, encerrando a US$ 4,77 por bushel nos contratos para entrega em março. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a alta foi de 6 centavos, para US$ 4,98. Os ganhos reverteram a tendência de queda do pregão anterior. Os preços em alta da soja também deram suporte ao trigo ao longo do pregão. Ainda assim, observaram os operadores, o trigo continua depreciado devido à baixa demanda mundial. No mercado paranaense, a cotação média da saca de 60 quilos foi R$ 26,42, sem variação em relação a terça-feira, segundo o Deral. 


Energia pressiona

Os contratos futuros do açúcar recuaram ontem para o menor patamar em três meses, na medida em que os preços em queda da energia seguraram o apetite pelo etanol derivado da commodity. Em Nova York, os contratos para entrega em março caíram 150 pontos e fecharam a 10,76 centavos de dólar por libra-peso. Já os papéis para maio encerraram o pregão com queda de 170 pontos, para 10,84 centavos de dólar por libra-peso. Também ontem, as exportações de açúcar da Índia foram retomadas após suspensão de seis meses, e a oferta mundial aumentou com embarques do Brasil e Tailândia, grandes produtores. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 37,00, com queda de 0,35% em relação a terça-feira, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Novos ganhos

O mercado futuro de milho voltou a se valorizar ontem na bolsa de Chicago, mas bem abaixo dos níveis alcançados no início do pregão, quando foram registrados novos recordes de alta. Os contratos de março fecharam com ganho de 5 centavos de dólar a US$ 4,08 por bushel e os de maio subiram 5,25 centavos a US$ 4,19. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, vendas de fundos no fim da sessão - que em parte seriam realocação de fundos de índice, limitaram a valorização do milho. Na terça-feira, os contratos futuros do grão fecharam com limite de alta, atingindo o maior valor em 10 anos. Em São Paulo, a saca de milho foi cotada ontem a R$ 25,01, alta de 0,79% em relação ao dia anterior, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o milho acumula ganho de 1,1%.