Subprodutos agregam valor

18/01/2007

Subprodutos agregam valor

 

Cabeça, carcaça, couro e escamas. Tudo é aproveitado

 

Para agregar valor, uma boa alternativa é “filetar” a tilápia - tirar o filé -, produto valorizado no mercado, apreciado principalmente na culinária japonesa. Outros subprodutos como a farinha, feita com a cabeça e a carcaça, o couro e as escamas, que podem se transformar em valorizadas peças de artesanato, também são lucrativos.

Para isso algumas parcerias estão surgindo. Uma delas com a Cooperativa de Aqüicultores do Vale do Paraíba (Coopervale), que ainda neste primeiro semestre vai começar o processamento das tilápias, absorvendo a produção que vier das cavas.

A cooperativa - antiga Cooperã - já chegou a abater 60 mil rãs por mês. Hoje, com abate reduzido para 20 mil rãs/mês, tem capacidade para processar três toneladas de peixe vivo ou cerca de uma tonelada de filé por dia.

A Univap também estabeleceu parceria com uma artesã de Ubatuba, para a criação de peças artesanais que utilizem o couro e as escamas na sua confecção. Diversos modelos de bolsas, pulseiras, cintos, carteiras e outras peças já foram desenvolvidos e estão quase prontos para comercialização.

Os principais países importadores de couro de peixe são a França, Itália e Japão, onde o couro de animais exóticos tem uma boa fatia de mercado, principalmente para a confecção de bolsas, calçados e vestuário.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas, nos anos 80 floresceu, na Região Nordeste, uma pequena indústria de beneficiamento de pele de peixes como a tilápia e o cangulo, que não se manteve por problemas de tecnologia.

No Sudeste e Sul, a Escola Nacional de Curtimento do Senai, em Estância Velha (RS), e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), sediado na capital paulista, realizam estudos nesta área.

(SERVIÇO)SAIBA MAIS:


Projeto Tilápias do Vale, tel. (0--12) 9783-1030; Bráulio de Souza Vieira, piscicultor, tel. (0--12) 9718-7110; Univap, tel. (0--12) 3947-1000