Tanque com defensivo agrícola explode no Rio

18/01/2007

Tanque com defensivo agrícola explode no Rio

 

Um tanque da Bayer com defensivo agrícola explodiu no início da madrugada de ontem no parque industrial da empresa em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ferindo três funcionários.

O barulho assustou moradores do entorno da unidade, que sentiram ainda um cheiro forte. Em nota, a multinacional informou que o acidente foi causado pelo superaquecimento do reservatório onde se produzia o defensivo agrícola Tamaron. A empresa será multada por poluição ambiental. O valor da multa não havia sido fixado até ontem à tarde.

A explosão causou queimaduras de 2º grau em Francisco Carlos Pereira da Conceição, de 53 anos, e José Edilson Ribeiro da Silva, internados na Clínica São Vicente, na Gávea (zona sul). Francisco de Assis Amorim, de 40 anos, sofreu fratura exposta na perna e foi levado ao Hospital das Clínicas Mário Leone, em Duque de Caxias, na Baixada. Nenhum deles corre risco de morte.

O chefe de Comunicação da Bayer, Mário André, garantiu que a substância expelida no ar é tóxica apenas na forma líquida. A informação foi confirmada pelo presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), Axel Grael.

Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, será exigido maior monitoramento do ar, ampliação da assistência médica à população do entorno em caso de acidente e treinamento do plano de evacuação.

A Feema analisa se a Bayer cumpriu as medidas do Termo de Ajustamento de Conduta firmado em 2002, pela poluição da Baía de Guanabara. 'Ela lançava metais pesados, produtos químicos de alto risco no Rio Sarapuí, que deságua na Baía de Guanabara', disse Grael.

KARINE RODRIGUES E NATALIA WEBER, ESPECIAL PARA O ESTADO