Commodities Agrícolas

19/01/2007

Commodities Agrícolas

 

Superávit mundial

O superávit mundial de açúcar pode triplicar este ano, à medida que as safras de cana do Brasil e Índia superam a demanda, informou a a Organização Internacional de Açúcar (OIA) à Bloomberg. O superávit crescerá para pelo menos 6 milhões de toneladas na safra que se encerrará em setembro, a partir dos 2 milhões de toneladas do ciclo anterior. Em seu último relatório, a OIA havia previsto um superávit de 4,85 milhões de toneladas. Os preços futuros do açúcar recuaram no mercado internacional. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 10,82 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 2 pontos. Em Londres, os contratos para maio caíram US$ 2,40, para US$ 320,30 a tonelada. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 37,01, segundo o Cepea/Esalq. 


Realização de ganhos

Um forte movimento de vendas de contratos por especuladores e tradings para realização de ganhos fez os preços futuros do suco de laranja recuarem na quinta-feira na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio recuou 230 pontos, para US$ 2,0155 por bushel. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires consideraram que os preços ficaram supervalorizados na quarta-feira em decorrência das compras após previsões de perdas de até 75% da safra de laranja de mesa da Califórnia em decorrência do inverno. A queda cria uma demanda adicional sobre a oferta de laranja da Flórida, normalmente destinada às indústrias. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja destinada às indústrias de suco foi cotada em média a R$ 15,51, segundo o Cepea/Esalq. 


Tarifa de pré-mistura cai

O governo da Argentina reduziu a tarifa de exportação da pré-mistura de farinha de trigo de 10% para 5%. Esse aumento da tarifa foi anunciado em outubro passado, quando o governo também anunciou a redução da tarifa de exportação da farinha de trigo de 20% para 10%. À época, as indústrias moageiras do Brasil afirmaram que os exportadores argentinos fraudaram a farinha de trigo, alegando que o produto era pré-mistura para ser negociada com tarifa de exportação menor. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 5,025 o bushel, queda de 3,25 centavos. Em Kansas, os contratos de maio caíram 2,75 centavos, para US$ 4,84 o bushel. No Paraná, a cotação média da saca de 60 quilos fechou a R$ 26,31, segundo o Deral. 


Petróleo influencia

Os contratos de soja recuaram ontem (dia 18) na bolsa de Chicago, com vendas de especuladores, influenciados pelo fraco desempenho dos mercados de energia, principalmente do petróleo, que atingiu cotação mínima de 20 meses, informou a Reuters. A queda nos preços futuros do milho também pressionou as cotações, segundo analistas. O contrato com entrega em maio teve queda de 5 centavos de dólar, para US$ 7,3125 por bushel. A retração também influenciou os preços futuros do óleo. O contrato para maio recuou 15 pontos, para 29,31 centavos de dólar por libra-peso. A agência Meteorlogix prevê um período de estiagem na Argentina nos próximos dias, o que pode afetar as lavouras de soja e milho. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para a saca subiu 0,09%, para R$ 32,28.