Mesmo menores, exportações rendem mais
O Brasil exportou, na última safra, 781,1 toneladas de figo fresco, que renderam US$ 2,4 milhões. Volume pequeno diante do potencial da fruta, tida como uma iguaria nos mercados da Europa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2005 foram exportadas 802,6 toneladas, que renderam US$ 2,02 milhões. Em 2004, as 975,7 toneladas exportadas renderam apenas US$ 2,04 milhões. Números que indicam a existência de demanda reprimida.
O nó da cultura está na sua resistência: a safra pode ser destruída por uma chuva forte e as perdas no transporte chegam a 40%. O Brasil tenta desatar esse nó com o programa Produção Integrada do Figo (PIF). O selo do programa já é reconhecido no mercado externo.
No caso do PIF do Figo, que começou a ser criado em meados de 2002, já foram definidas normas para cultivo, colheita, armazenamento e transporte. 'Agora está na fase de equivalência com normas já reconhecidas na Europa, como a EurepGap', diz o agrônomo José Augusto Maiorano, diretor da Regional de Campinas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).
Segundo o engenheiro agrônomo, a fruta tem mantido sua área de cultivo. 'Ela cai em Valinhos, mas cresce nos municípios vizinhos, que têm terras mais baratas.'
No Brasil, o figo firmou-se no Rio Grande do Sul, em São Paulo e Minas Gerais. Mas apenas São Paulo produz o figo de mesa, sendo 85,77% em Valinhos. O figo sulino, concentrado em Pelotas (RS), vai principalmente para a indústria.