Commodities Agrícolas

29/01/2007

Commodities Agrícolas

 


Mercado fraco

Os preços futuros da soja recuaram na bolsa de Chicago na sexta-feira, devido à falta de novidades que pudessem guiar o mercado e sob influência da queda nos preços do milho, segundo a Dow Jones Newswires. O contrato para maio desvalorizou 2,25 centavos de dólar e fechou cotado a US$ 7,2625 por bushel, o preço mais baixo desde 16 de janeiro. Conforme a Agência Rural, o consumo global de soja tende a alcançar 245 milhões de toneladas em 2010, o que representa uma área de 100 milhões de hectares. Conforme a consultoria, Brasil e Argentina precisam ampliar a área de soja em 11 milhões de hectares nas próximas safras para atender ao aumento da demanda global. No mercado interno, o preço médio da saca recuou 0,03%, para R$ 32,15, segundo o Cepea/Esalq. 


Clima favorável

Os preços futuros do trigo recuaram nas bolsas americanas na sexta-feira, pressionados pelas boas condições climáticas sobre as lavouras de inverno dos EUA. Em Kansas, os contratos para maio encerraram a US$ 4,98 o bushel, recuo de 4 centavos. Em Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 4,78 o bushel, baixa de 3,25 centavos. As exportações de trigo dos EUA ficaram em 246,1 mil toneladas na semana encerrada dia 18 , volume 70% menor que a semana anterior, de acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). A comissão de mercado da União Européia para trigo, centeio e cevada vai liberar 133,836 mil toneladas de seus estoques para dar suporte ao mercado interno. No Paraná, a saca de trigo ficou estável em R$ 26,45, segundo o Deral. 


Especulador pressiona

Os preços futuros do cacau recuaram sexta-feira na bolsa de Nova York, com vendas por especuladores, em uma sessão com poucos negócios. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que não havia notícia que fundamentasse a queda dos preços. A alta do dólar em relação à libra ajudou a pressionar as cotações. O contrato para maio caiu US$ 24, para US$ 1.610 por tonelada. Em Londres, também houve poucos negócios, e o contrato para maio recuou 13 libras, para 885 libras por tonelada. Há previsões de clima seco na Costa do Marfim e em Gana, maiores produtores de cacau do mundo, o que pode comprometer as lavouras. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba subiu 1,9%, para R$ 53, informou a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). 


Nova queda em SP

Os preços do álcool combustível caíram pela terceira semana consecutiva, de acordo com levantamento semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na sexta-feira, o litro do anidro (misturado à gasolina) fechou a R$ 0,86416 (posto usina), com recuo de 1,1%. O hidratado encerrou cotado a R$ 0,83322 (posto usina), com baixa de 1,27%. A tendência das usinas de reindustrializar o anidro para convertê-lo para hidratado ajudou a pressionar os preços do hidratado nas últimas semanas. Em Nova York, os futuros do açúcar fecharam sexta-feira em alta na bolsa. Os contratos para maio encerraram o dia a 10,92 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 4 pontos. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 36,65, segundo o índice Cepea/Esalq.