Commodities Agrícolas

05/02/2007

Commodities Agrícolas

 


Melhora no preço

O preço médio do leite tipo C pago ao produtor no país em janeiro, referente às entregas de dezembro, recuou 1,43%, para R$ 0,4891 por litro, segundo o Cepea/Esalq. O valor, deflacionado pelo IPCA, é 4,92% superior à média histórica para o mês. Segundo o Cepea, a melhora deve-se à menor oferta de leite. Em 2006, as empresas captaram 1,87% mais que em 2005, abaixo do que era esperado. Desde 2000, a produção crescia 4,86% por ano. Apenas o Rio Grande do Sul registrou alta de preço, de 0,22%, para R$ 0,4683 o litro. Houve queda em Santa Catarina, de 2,62%, para R$ 0,4457. Em Goiás, preço médio baixou 2,57%, para R$ 0,4793. No Paraná, houve queda de 2,51%, para 0,4695. Também houve queda em Minas Gerais, de 0,52%, para R$ 0,5036, e na Bahia, de 1,86%, para R$ 0,4488. 


Nova queda em SP

Os preços do álcool combustível posto usina fecharam novamente em queda, pela quarta semana consecutiva, segundo levantamento semanal feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O litro do álcool hidratado fechou a R$ 0,81257 (sem impostos), queda de 2,5% sobre a semana anterior. O litro do anidro encerrou a R$ 0,84509, recuo de 2,2%. O comportamento de preços mais baixista reflete os volumes estocados nas mãos das usinas, suficientes para atender à demanda no mercado interno até o final da entressafra da cana no centro-sul do país. Em Nova York, os contratos do açúcar para maio encerraram a 10,67 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 15 pontos. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 35,67, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Especuladores liquidam

Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta no pregão de sexta-feira, com a continuidade de compras de especuladores. Os papéis para março ganharam 195 pontos, para US$ 1,8980 por libra-peso, enquanto os contratos para entrega em maio subiram 185 pontos, para US$ 1,8690 por libra-peso. Segundo operadores, os especuladores liquidaram um número significativo de contratos depois que a Flórida escapou de uma potencial geada que afetaria a sua produção. Para esta semana, a meteorologia dos EUA não prevê temperaturas baixas. "Isso nos deu apoio psicológico, mas acima de tudo a alta se deveu a correções técnicas", disse um operador à Dow Jones. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos de laranja fechou a R$ 15,43, com queda de 0,13%, segundo o Cepea/Esalq. 


Colheita no Paraná

A colheita de soja começou no Paraná, segundo maior produtor no país. Segundo o Deral, já foram colhidos 0,3% dos 3,9 milhões de hectares plantados no Estado, onde se espera uma produção de 11,81 milhões de toneladas, 23% mais que na safra 2005/06. No Brasil, houve poucas vendas na semana passada, por conta da alta do dólar, que tornou o preço em real menos atrativo, informou a Brasoja. Na bolsa de Chicago, os preços futuros tiveram forte alta, com compras de especuladores, influenciados pelas perspectivas de queda na área de soja nos EUA em 2007/08 com o avanço do plantio de milho, segundo a Reuters. O contrato para maio subiu 15 centavos de dólar, para US$ 7,5250 por bushel. No Brasil, o preço da saca recuou 0,25%, para R$ 32,11, segundo o Cepea/Esalq.