Commodities Agrícolas

08/02/2007

Commodities Agrícolas

 


Tailândia ameaça

Os preços futuros do açúcar derraparam no pregão de ontem da bolsa de Nova York e atingiram o menor nível desde dezembro de 2005, devido a preocupações de que as crescentes exportações da Tailândia elevem ainda mais a oferta mundial. As vendas externas do país asiático podem mais que dobrar neste ano graças a uma melhora no tempo e à expansão da produção. A Tailândia é atualmente o quarto maior exportador de açúcar do mundo. Na bolsa americana, os contratos para março perderam 7 pontos, encerrando a 10,12 centavos de dólar por libra-peso, e os papéis para entrega em maio recuaram 9 pontos, para 10,27 centavos. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 35,16, com queda de 0,65%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Liquidação continua

O movimento de liquidação de posições continuou ontem na bolsa de Nova York e as cotações do suco de laranja voltaram a registrar forte queda. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão negociados a US$ 1,8760 por libra-peso, em retração de 165 pontos, ao passo que os futuros para entrega em maio fecharam a US$ 1,8425, em queda de 200 pontos. A ausência de notícias frescas ligadas aos fundamentos e as temperaturas mais amenas em regiões produtoras de laranja da Flórida tiraram sustentação do mercado. No país, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 15,46 na média paulista, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, a variação foi de 0,06%. 


Exportação recorde

As exportações brasileiras do complexo soja devem atingir US$ 10,9 bilhões neste ano, segundo a Abiove, contra US$ 9,1 bilhões em 2006. A soja em grãos renderá US$ 7 bilhões. A entidade alterou a previsão de processamento, para 28,8 milhões de toneladas. Ontem, os preços da soja subiram para o maior patamar em 19 meses na bolsa de Chicago, devido a especulações de que uma safra menor nos EUA não conseguirá atender à demanda. O plantio de soja deve recuar 8% neste ano em território americano, em detrimento da expansão da área de milho. Os contratos para março subiram 2,25 centavos, para US$ 7,41 por bushel, maior valor desde junho de 2005. No Brasil, a saca de 60 quilos subiu 0,03%, para R$ 32,11, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Pressão da África

Os preços internacionais do cacau subiram ontem para o maior patamar desde julho na bolsa de Nova York. O motivo, segundo operadores, seria a queda nas exportações da Costa do Marfim, o maior produtor do mundo. Os contratos para maio subiram US$ 44 por tonelada, fechando a US$ 1.733. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba foi de R$ 54,50, com alta de R$ 2,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. "A queda nas exportações da Costa do Marfim está dando motivos para que especuladores entrem no mercado e forcem altas", afirma Hector Galvan, estrategista-sênior do RJO Futures, de Chicago. As exportações dos portos de San Pedro e Abidjan, no país africano, caíram 17% no mês passado - de 222.325 toneladas em dezembro para 162.075.