Indústria baiana cresceu pouco em 2006
O setor automotivo vive momento de estabilização da produção no estado
A produção da indústria baiana cresceu 3,2% em 2006 em relação a 2005. O segmento de transformação apresentou um incremento de 3,4%, enquanto o extrativo mineral retraiu 1,4%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). O resultado de 2006 é o mais tímido em três anos: em 2004, a expansão foi de 10,1% e em 2005, 4,1%.
Cinco gêneros da indústria baiana de transformação registraram taxas positivas em 2006, destacando-se celulose, papel e produtos de papel (18,6%), refino de petróleo e produção de álcool (4,6%) e metalurgia básica (9,7%). Mas os impactos negativos vieram de alimentos e bebidas (1,3%) e veículos automotores (6,4%).
"No caso do setor automotivo, o ápice já passou. A produção atingiu o limite máximo de sua capacidade. É natural uma possível redução, pois não há como continuar ampliando, a não ser que surjam novos investimentos", explicou o economista Edmundo Figueiroa, diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI.
A Bahia teve o pior desempenho dos estados pesquisados no Nordeste (3,3%), ficando atrás do Ceará (8,2%) e Pernambuco (4,8%). Já em relação ao conjunto do Brasil (2,8%), apresentou resultado superior.