Municípios da Bahia recebem ajuda federal
Dentro das próximas 48 horas pelo menos 53 municípios baianos em situação de emergência devido à seca do semi-árido vão receber água em caminhões-pipas. A promessa foi feita ontem à tarde pelo ministro da Integração Pedro Brito e pelo secretário Nacional de Defesa Civil, Jorge do Carmo Pimentel.
Eles atendem a reivindicação do secretário do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Estado da Bahia, Valmir Assunção. Os nove municípios que decretaram situação de emergência em função da enchente no Rio São Francisco também deverão ser atendidos com cestas básicas.
Com a indicação de que nos próximos dias outros 61 municípios deverão decretar situação de emergência devido à seca, Valmir Assunção viajou a Brasília para pedir socorro. “O que me assustou é que no ano passado o governo federal atendeu 348 municípios com carros-pipas no Nordeste. E só atendeu a um município na Bahia.
Isso por falta de reivindicação, por falta de encaminhamento dos documentos necessários ao governo federal”, reclamou o secretário.
SIMPLES – Assunção ficou impressionado porque para ser atendido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, o processo é relativamente simples. “Editado o decreto pelo prefeito, o governo do Estado manda uma equipe que relata a situação, com imediato reconhecimento do Governo do Estado. A documentação com esse reconhecimento vem a Brasília e o atendimento é também muito rápido”, disse o Secretário. Em contrapartida à promessa do Ministério, Valmir Assunção se comprometeu a regularizar a documentação desses 62 municípios e enviá-la a Brasília nas próximas duas semanas.
Outra necessidade levantada foi a capacitação de pessoas para o trabalho de defesa civil. Ele ouviu do secretário nacional Jorge Pimentel que “estamos preparados para atender rapidamente a qualquer emergência no país, mas o trabalho de prevenção reduz em muito esse trabalho. Por isso é importante que cada município tenha uma pessoa capacitada para avaliar riscos e tomar as medidas necessárias para evitar tragédias e perdas materiais”.
Segundo ele “hoje temos uma precisão muito grande na avaliação meteorológica, o que faz com que possamos prever vendavais e enchentes. Todos os dias enviamos alertas a todos os estados. Se você retirar uma família de sua casa a tempo, pode evitar uma tragédia.
Se transferir uma família de uma área de risco, ele poderá salvar os seus móveis. Mas é preciso capacitar as pessoas para reconhecer essas situações”.
Assunção deixou Brasília convencido de que é preciso mais agilidade no trâmite da documentação.
Uma pessoa que saiba encaminhar os documentos ao governo do Estado e à Secretaria de Defesa Civil pode fazer a diferença entre a chegada da ajuda e a burocracia.
Para ele a Bahia passa por situações muito difíceis, caso de Malhada, que tem decreto de situação de emergência devido à cheia do São Francisco, mas que também está na mesma situação por causa da seca. A informação rápida à Defesa Civil Nacional é considerada fundamental.
Segundo o secretário Jorge Pimentel, “tomando conhecimento de uma emergência, a Defesa Civil Nacional tem condições de tomar providências e fazer chegar ajuda a qualquer ponto do país em 24 horas”.
UMBERTO DE CAMPOS