Commodites Agrícolas

22/02/2007

Commodites Agrícolas

 


Clima preocupa

O milho atingiu o maior patamar em 10 anos ontem na bolsa de Chicago impulsionado por compras especulativas estimuladas pelo temor de que o clima- influenciado pelo fenômeno La Niña - atrapalhe o plantio do grão nos EUA num ano de forte demanda e estoques baixos. As previsões climáticas indicam chuva no Meio-Oeste, o que pode atrasar o plantio que tem de terminar até o fim de março, segundo a Bloomberg. Os contratos de maio fecharam com alta de 10,75 centavos de dólar a US$ 4,39. Segundo a Dow Jones, a valorização de outras commodities também deu força ao milho. No Brasil, a colheita de milho totalizou 15,3% da área estimada da região Centro-Sul até o dia 16 de fevereiro, segundo a Céleres. O índice Esalq/BM&F para o milho ficou em R$ 21,30 a saca, queda de 0,02% no dia. 


Disparada em NY

As cotações do suco de laranja dispararam ontem na bolsa de Nova York, impulsionadas por compras especulativas e de fundos de investimentos. Os contratos com vencimento em março subiram 285 pontos, para US$ 1,9810 por libra-peso, ao passo que os futuros para entrega em maio fecharam a US$ 1,9330, em alta de 300 pontos. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires notaram que a rolagem de posições de março - cujo período de notificação começa em 1º de março - para maio colaborou para o movimento de ontem, bem como a valorização de outras commodities, inclusive não-agrícolas. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 15,21 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq. 


Maior demanda?

Os contratos futuros do trigo registraram alta ontem na bolsa de Chicago em meio a especulações de que os criadores americanos utilizarão mais o grão para ração animal em substituição ao milho, cujos preços estão no maior patamar em uma década. O USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), por sua vez, estima que a oferta mundial de trigo deverá recuar para 120,8 milhões de toneladas até 31 de maio, com os EUA produzindo 14% menos e a Austrália 57% menos em relação ao ano anterior, devido à seca. Os preços para entrega em maio subiram 12,5 centavos de dólar, para US$ 4,905 por bushel, o maior preço desde 3 de janeiro. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,19, com queda de 0,43% em relação a sexta, segundo o Deral. 


Mais perto de US$ 8

As cotações da soja voltaram a subir ontem na bolsa de Chicago, sustentadas sobretudo por compras de fundos e rolagens de posições, e já se aproximam da barreira de US$ 8 por bushel, ante uma média histórica em torno de US$ 6. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a US$ 7,8125, com ganho de 10,25 centavos de dólar, enquanto maio fechou a US$ 7,98, em alta de 11 cents. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires apontaram a influência da valorização de outras commodities para o salto verificado. A expectativa de queda no plantio nos EUA na primavera também voltou a oferecer sustentação. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos subiu 0,12% e atingiu R$ 32,73 no Paraná, segundo levantamento do Cepea/Esalq.