Começa temporada de leilões

23/02/2007

Começa temporada de leilões

Uma tendência é a de valorização de animais de pista; mercado de tourinhos também está bastante aquecido

A tendência verificada em 2006, de valorização, em leilões, de animais premiados em pista, continua forte na raça nelore este ano, segundo o diretor da Programa Leilões, Paulo Horto. Ele também percebe reação positiva no mercado de tourinhos, que está bastante aquecido. 'O mesmo vale para bezerros de corte, que têm ligação direta com genética', afirma. 'Já estão faltando animais nesse segmento, o que acaba valorizando os tourinhos.'

Ele tem expectativa positiva para os leilões de nelore. Um bom sinal, observa, é a exposição de Avaré, a primeira da raça que registrou recorde de inscrições, com mais de 1.200 animais em pistas.

Conforme explica, são muitas as alternativas em genética nelore à venda nos leilões. 'O leque de opções é grande em linhagens, todas elas bastante valorizadas', afirma e lembra que tem genética de mais de 40 anos de seleção disponível à venda.

Um fato interessante ocorrido em 2006, na sua opinião, com reflexo positivo este ano, foi o surgimento de muitos novos criadores. 'As ofertas tiveram preços acessíveis', avalia. 'A abertura maior de mercado é muito positiva.'

O diretor da Programa calcula que os leilões de nelore PO venderam de 35 mil a 40 mil lotes, entre machos, fêmeas e prenhezes.

VIRTUAIS

Os leilões virtuais continuarão firmes, na avaliação de Horto, e os leilões de exposições, também.

O selecionador de nelore-mocho Carlos Viacava, das fazendas São José, em Paulínia (SP), e Campina, em Presidente Venceslau (SP), também aposta no crescimento dos remates de produção e das ofertas virtuais. 'Os leilões tradicionais continuarão, mas a maioria dos criadores vai direcionar o foco para a oferta de produção, principalmente de touros, visando os melhoradores de rebanhos', afirma.

Na sua avaliação, os remates virtuais aumentarão porque são mais confortáveis para o comprador e por não exigirem a presença física. 'Para comparecer a um leilão fora de São Paulo, por exemplo, além de despesas com hotel e passagem, perde-se pelo menos dois dias.'

GENÉTICA

O Brasil está vivendo um grande momento de tecnologia e melhoramento genético, o que deve aquecer o mercado de animais, afirma o proprietário da Fazenda Monte Verde, Felipe Picciani. No ano passado ele vendeu 50% do clone da Bilara VII por R$ 1.040.000, no Leilão Ópera e Bilara, que este ano será realizado em novembro, no Rio. 'Foi o primeiro clone de nelore a ser comercializado em leilão no País', garante Picciani.

Ele acrescenta que é grande a procura por animais descendentes da família Bilara. 'Como Fermata da Mata Velha, neta da Bilara VI, foi a Grande Campeã da Expoinel, em 2006, acreditamos que essa premiação e outras da família vão acirrar a disputa por essa genética', prevê.